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terça-feira, 26 de julho de 2011

" JÁ É HORA DE DORMIR..." COM OS COBERTORES PARAHYBA.

"Já é hora de dormir

Não espere a mamãe mandar

Um bom sono pra você

E um alegre despertar..."
Quem tem menos de quarenta anos não vai acreditar, mas houve um tempo, não muito distante, em que as criancinhas iam mesmo para a cama após ouvir essa musiquinha. Verdade! Essa musiquinha, durante mais de uma década, marcou o encerramento da programação infantil na saudosa TV Tupi. Funcionava como um sinal para as crianças se retirarem da sala e irem dormir. E, lógico! As mães da época adoraram o jingle! O comercial só passava uma única vez, à noite, e era exibido exatamente às 21h00min. Portanto, acreditem: Nas décadas de 60/70 nenhuma criança ia dormir sem antes assistir ao comercial dos Cobertores Parahyba. Nos dias de hoje, ao verem este comercial, a criançada vai achá-lo tão ingênuo quanto à idéia de dormir antes das 22h00min...
O filminho (desenho animado) foi produzido por César Mêmolo, pioneiro em desenhos animados de publicidade. Exibia um pai diante da TV olhando para seu relógio de pulso. Em outra cena, o “menininho” símbolo da marca – juntamente com seus dois irmãos – aparecia vestido de pijama, gorro na cabeça e com uma vela na mão, seguia em direção ao quarto. Então ele recebia um beijo de boa noite e ia com sua velinha até a cama, ao som da famosa musiquinha... Tudo tão bobinho! Mas tão bonitinho, né não? (vejam o vídeo logo mais a baixo).
O saudoso Comercial dos Cobertores Parahyba foi veiculado entre os anos 1960 e 1975. E é tido como uma das campanhas publicitárias mais lembradas do século 20 no Brasil.
Fiquei sabendo que essa “musiquinha” é bem anterior ao Comercial dos Cobertores Parahyba. Ela já existia nos anos 50 com a figura “inanimada” do indiozinho da TV Tupi dormindo (ainda não existia o videotape, tá!). Dizem que nos primórdios da televisão brasileira - década de 50 na TV Tupi - os telespectadores começaram a reclamar sobre o impacto que o “novo” veículo de comunicação exercia junto às famílias. Alegando que os filhos só iam pra cama ao final da programação, ou seja, depois das 22:00 horas.
Pensando nisso, e para não deixar o público insatisfeito, a Rede Tupi encomendou um jingle para ser tocado todos os dias - às nove da noite - quando exibia na tela dos televisores um desenho: Seu símbolo, o simpático indiozinho, que aparecia dormindo. Somente na década de 60 é que a indústria dos Cobertores Parahyba aproveitou a musica nesse comercial. A musiquinha foi composta pelo maestro Erlon Chaves (letra e música), e interpretada por Lourdinha Pereira (esposa do Rolando Boldrin) para o núcleo de produção da TV Tupi em 1952/53.
A marca dos cobertores Parahyba surgiu em 1925 e atingiu o ápice de crescimento nas décadas de 50 e 60. No final dos anos 70 a tecelagem entrou em sua fase de decadência, que durou até março de 1993. Ali encerrou suas atividades em virtude de dívidas com fornecedores, com o Estado e com a União. Sete meses após a paralisação, um grupo de funcionários assumiu a empresa. O nome Parahyba foi mantido na razão social pelo fato de a marca ser conhecida nacionalmente, o que facilitaria a venda do produto. Em conseqüência de problemas burocráticos, em 1999 a fábrica foi transformada em uma cooperativa, com duas administrações independentes, em São Paulo e Pernambuco, deixando em seu currículo esse maravilhoso comercial que embalou o sono de tantas criancinhas da época.
Anúncio da Década de 60.
Anúncio da década de 60.
O “mascote” dos Cobertores Parahyba acabou virando um "bonequinho". Desejo de consumo de muitas criancinhas da época.
Essa propaganda com o desenho animado dos Cobertores Parahyba e sua trilha sonora, fez tanto sucesso, que a companhia lançou na década um disco de 45 rotações pelo selo Chantecler e distribuiu aos seus clientes.

sábado, 25 de setembro de 2010

"COLEÇÃO DISQUINHO" FAZ 50 ANOS - AQUELES COLORIDOS, LEMBROU?

Quem foi criança nas décadas de 60 e 70 há de se lembrar da “Coleção Disquinho” da gravadora Continental. Eram disquinhos de vinil, super compactos, super coloridos e com estorinhas super maneiras baseadas nos contos de fada, fábulas, cultura popular, cantigas de roda e festas típicas. A meninada se deixava seduzir por todas aquelas estórias, especialmente, com o tom colorido dos tais disquinhos. Tinha de toda cor: verde, amarelo, roxo, azul, vermelho, rosa, azul claro... Um charme! Essa coleção fez parte da fantasia de muitas gerações de brasileirinhos e brasileirinhas... A Coleção Disquinho, neste ano de 2010, está fazendo 50 anos. Meio século de encantamento e fantasia... Brinque meu bem?

Quando escutamos falar na Coleção Disquinho, o nome do compositor Braguinha (João de Barro) vem a reboque. É praticamente impossível dissociar uma coisa da outra. Pois foi ele quem idealizou e produziu “carinhosamente” essa coleção. As estorinhas e canções eram interpretadas por atores de rádio-teatro do Rio de Janeiro. E cada disquinho possuía uma ficha técnica de causar inveja... Já imaginaram um compacto simples com canções do Braguinha, arranjos de Radamés Gnatalli e personagens interpretados por vozes melodiosas dos atores/atrizes da era do rádio? Um verdadeiro tesouro da nossa infância!
A história da charmosa Coleção Disquinho possui dois momentos - bem - distintos. O primeiro momento foi em 1939, quando Braguinha lançou o primeiro disco infantil: “Branca de Neve e os Sete Anões”. E esta estória foi gravada com as vozes de nada mais, nada menos, que: Carlos Galhardo, Dalva de Oliveira e os Trovadores (É mole? Ou quer mais?). E tudo isso com a direção musical do já citado Radamés Gnatalli. Depois veio uma coletânea de cantigas de roda e outras tantas adaptações de estórias infantis: Chapeuzinho Vermelho, A Formiguinha e a Neve, História da Dona baratinha...  E os até então, “discões” infantis, fizeram o maior sucesso. Até porque naquela época não existia nada parecido pras crianças nesse gênero. Neste primeiro momento, as gravações foram feitas naqueles discos de 78 rpm, cor de breu, pesadões e totalmente quebráveis. 
No ano de 1960 acontece o segundo momento da Coleção Disquinho. É nessa fase que a coleção assume o formato de compacto simples e apresenta-se super colorido, encantando a meninada dos anos 60 até o iniciozinho dos anos 80. Nesse período, Braguinha dividiu espaço na produção dos disquinhos com as amigas Elza e Silvia Helena Fiúza. Foram ao todo 70 lançamentos, entre contos de fada, fábulas, estórias da Disney, cantigas de ninar, de roda, de natal, entre tantas outras... A narração das estórias era feita, na maioria das vezes, por Sonia Barreto e as personagens, falas e cantigas, ao longo da década, foram interpretadas pelo Teatrinho Disquinho. Essa coleção foi um verdadeiro marco de produção e de qualidade musical direcionada às crianças. Algo inovador e totalmente pioneiro para época. Foram mais de 5 milhões de cópias vendidas entre o início dos anos 60 e o início dos anos 80.
Geeente!!!! Não tem como não se emocionar ao ver essas capinhas antigas e esses disquinhos coloridos. É um verdadeiro resgate à memória, de nossas vivencias infantis. E como não é segredo para ninguém... Sou um saudosista assumido! E tudo nessa coleção tem sabor de saudade para mim.
A Coleção Disquinho também lançou clássicos da Disney. A Branca de Neve e os Sete Anões foi um deles. Aqui pra nós, nunca fui com a cara da Branca de Neve. Tomei antipatia por ela e pelos sete anões... Assim, de graça! Enquanto meu irmão gostava da “branquela” de neve, eu era apaixonado mesmo, era pela madrasta dela. Era mais divertida! Miacabaaaaaaava com a voz da personagem! Por mais que ela fosse à vilã da história, torcia por ela! Sempre gostei das mulheres “ditas” erradas mesmo... Acho que era o estilo, a voz e a postura da madrasta que me encantava, pode? Vai entender....
Ontem, eu e meu sobrinho de seis anos, tiramos o dia pra escutar as estorinhas dessa coleção. Escutamos: A Festa no Céu, O Burrinho Tró-ló-ló, o Macaquinho Travesso, a Galinha Ruiva, a História da Baratinha, a Moura Torta, o Soldadinho de Chumbo... E tantas outras. Confesso: Foi uma experiência incrível, tanto para mim, quanto para ele! E ao escutar novamente todas essas estorinhas, foi como voltar no tempo e sentir o cheiro da minha infância. Cheiro e sabor de um tempo que não volta mais... Mais o melhor de tudo mesmo, foi constatar que esses disquinhos podem ser passados para as gerações seguintes. Pelo menos o meu sobrinho adorou! (...e eu, por um momento, cheguei a pensar que ele fosse achar tudo isso meio bobo. Que nada!).
Era bastante comum nossas professoras - do grupo escolar - levarem aquelas vitrolinhas pra sala de aula e passar os tais disquinhos pra gente escutar. E tudo virava uma festa! Naquela época, a Coleção Disquinho, através de suas narrativas, era um excelente estímulo para a imaginação, pois as crianças precisavam criar todas as cenas na cabeça. Ah! Mas isso foi  numa linda época, onde o tempo corria mais devagar e nós costumavamos apreciar as coisas simples com a curiosidade própria da infância. E tudo com uma certa dose de inocência.
E o mais engraçado ainda foi perceber que “algumas estórias” possuem traços claros daquilo que chamamos hoje de politicamente incorreto. Nessa estória da Dona Galinha e seus Pintinhos, ela abandona seus ovinhos e vai linda pra “balada”. E ao retornar, descobre que os pintinhos já tinham nascido... E onde estava ela? Na balada meu bem! No mínimo seria processada por abandono das crias... E o caso do burrinho tró-ló-ló? Onde todos tiram sarro de seu rabinho... É um tremendo Bullyng para os dias atuais! Enfim, eu cresci escutando todas essas estórias e não me deixei influenciar negativamente. Vai ver naquela época havia mesmo, a determinada dose de inocência que, infelizmente, desapareceu com o correr dos anos. Então o que será que mudou na nossa sociedade de lá pra cá?
Entre o ano de 2001 e 2002,  a Warner Music  lançou uma Coleção remasterizada com 50 histórias da Coleção Disquinho. Não deu prá quem quiz meu bem! Em pouquíssimo tempo, logo após o lançamento, os mais de 10 mil CDs estavam esgotados. Mas agora, ao completar meio século de aniversário, espera-se que surja alguma novidade por parte das gravadoras. E que essa Coleção Disquinho, seja eterna na memória dos brasileirinhos e brasileirinas. E que venha o cinquentenário, o centenário... Enfim, Coleção Disquinho, uma obra prima da cultura infantil Brasileira.
No verso do disquinho vinha a relação das estorinhas já lançadas. 
Dic-4001 - A Formiguinha e A Neve (1960)
Dic-4002 - História da Baratinha (1960)
Dic-4003 - Festa no Céu (1960)
Dic-4004 - A Cigarra e a Formiga (1960)
Dic-4005 - O Soldadinho de Chumbo (1960)
Dic-4006 - O Chapeuzinho Vermelho (1960)
Dic-4007 - A Gata Borralheira (1960)
Dic-4008 - A Gata Borralheira (1960)
Dic-4009 - Pedro e O Lobo (1960)
Dic-4010 - Branca De Neve e Os 7 Anões (1960)
Dic-4011 - Branca De Neve e Os 7 Anões (1960)
Dic-4012 - Pinochio (1960)
Dic-4013 - O Patinho Feio (1960)
Dic-4014 - Cantigas De Roda 1 (1960)
Dic-4015 - Cantigas De Natal (1960)
Dic-4016 - Cantigas De Ninar (1960)
Dic-4017 - Os 3 Porquinhos (1961)
Dic-4018 - O Macaco e A Velha (1961)
Dic-4019 - O Rouxinol do Imperador (1961)
Dic-4020 - Os 4 Heróis (1961)
Dic-4021 - João e Maria (1961)
Dic-4022 - O Leão Cantor (1961)
Dic-4023 - A Bela Adormecida (1962)
Dic-4024 - Cantigas de Roda 2 (1962)
Dic-4025 - A Moura Torta (1962)
Dic-4026 - 6 Fábulas de Esopo (1962)
Dic-4027 - 2 Fábulas de La Fontaine (1963)
Dic-4028 - A Goela do Inferno (1963)
Dic-4029 - O Velho, O Garoto e O Burro (1963)
Dic-4030 - O Gato de Botas (1963)
Dic-4031 - Viva São João (1963)
Dic-4032 - Festival Infantil 1 (1963)
Dic-4033 - Festival Infantil 2 (1963)
Dic-4034 - A Bela e A Fera (1964)
Dic-4035 - Alice no País das Maravilhas (1964)
Dic-4036 - O Veado e A Onça (1964)
Dic-4037 - A Roupa Nova do Rei (1965)
Dic-4038 - O Lobo e Os 3 Cabritinhos / O Cabra-Cabrez (1966)
Dic-4039 - Ali Babá (1967)
Dic-4040 - Dona Galinha e Seus Pintinhos / O Burrinho Trólóló (1968)
Dic-4041 - História Do Brasil - Vol.1 (1968)
Dic-4042 - A Estrelinha Azul (1968)
Dic-4043 - O Macaquinho Travesso / A Galinha Ruiva (1968)
Dic-4044 - O Festival da Primavera (Aventuras Do Aracuã) (1969)
Dic-4045 - Os Coelhinhos da Páscoa (1970)
Dic-4046 - Dona Coelha e Seus Filhotes (1970)
Dic-4047 - As Aventuras do Saci-Pererê (1970)
Dic-4048 - O Leão e A Cobra (1970)
Dic-4049 - Picolé, O Bonequinho de Neve (1971)
Dic-4050 - O Violino e O Gato (1971)
Dic-4051 - A Boneca e O Palhacinho (1971)
Dic-4052 - História do Brasil - Vol.2 (1972)
Dic-4053 - A Flautinha Encantada (1972)
Dic-4054 - O Pintinho Quiquiriqui (1973)
Dic-4055 - O Pequeno Polegar (1974)
Dic-4056 - Briga no Galinheiro / O Macaquinho e O Totó (1974)
Dic-4057 - Era Uma Vez Uma Batatinha / As Empadinhas da Sinhá Marreca (1974)
Dic-4058 - O Bonequinho de Pão De Ló (1974)
Dic-4059 - Rapunzel (1975)
Dic-4060 - Como Nasceu Jesus (1975)
Dic-4061 - Hino Nacional / Hino á Bandeira Nacional (1975)
Dic-4062 - O Casamento Do Sapo (1976)
Dic-4063 - O Festival de Pipas (1976)
Dic-4064 - As Aventuras do Macaquinho / A Escolinha do Papagaio (1977)
Dic-4065 - O Bolo de Natal (1977)
Dic-4066 - Conto de Uma Noite de Natal (1977)
Dic-4067 - Os 3 Machados / Os 3 Desejos (1978)
Dic-4069 - Viveiro de Pássaros (1980)
Dic-4070 - Aladim e A Lâmpada Maravilhosa (1983)

terça-feira, 5 de maio de 2009

REVISITANDO AS CANTIGAS DA MINHA INFÂNCIA - Um Novo Olhar - Parte I

Eu ando meio preocupado com essa história do que é, e do que não é “Politicamente Correto”. Principalmente no que diz respeito as Historinhas e Cantigas Infantis. Sei lá, me parece que há um excesso de cuidados com a utilização das palavras e interpretações contidas nas entrelinhas de algumas cantigas infantis. E uma boa parte delas hoje em dia, são consideradas ofensivas e preconceituosas. Longe de mim questionar o mérito da lei que trata do preconceito e da discriminação. Mas... Assim mesmo, ouso lançar um novo olhar. Um olhar investigativo sobre essas cantigas tradicionais. Ao menos para revisitá-las com o bom humor que me é peculiar... E pra começar: Quem foi o desgraçado que Atirou o Pau no Gato ?
Eu? Não. Nunca tive Gato! “...Gato dá asma”. Já dizia minha avó. Apenas cantei a música quando criança. E cantei porque fui condicionado a cantar como todas as outras crianças da época. Nunca achei legal que atirassem o pau no bichano... Poxa, coitado do Gato! Agora, aqui pra nós... Que o Gato de Dona Chica, sofreu, Ah! Isso ele sofreu... Lembram? Quantas crianças não atiraram o pau no Gato e o Gato não morreu? Passei minha infância inteirinha com dó do Gato e da Dona Chica. Somente hoje, percebo o quanto Dona Chica foi omissa e perversa. Enquanto as crianças atiravam o pau no Gato dela, a mesma assistia a tudo e sempre ficava "admiradíssima" com o berro que o Gato dava. Sinceramente! Foi uma tremenda sacanagem de Dona Chica, né?... Indignei total! E quer saber de uma coisa, perdi completamente o respeito por ela, pronto. Vou chamá-la de Chica mesmo, e só. E outra coisa, o que me intriga é que até hoje não se sabe o motivo pelo qual atiraram o pau no Gato de Chica. Sequer consigo imaginar que trela o bichano teria feito para merecer tamanha maldade... Caríssimos/as!!!! Onde estava a sociedade protetora dos animais que não viu isso? Será que não existia nenhum movimento em defesa dos felinos na época? Enfim, talvez esteja me preocupando á toa, né verdade? Pois a essa altura do campeonato o crime já prescreveu e a insensível da Chica não tava nem aí pro Gato dela... O pior de tudo, caríssimos/as! É que acho essa estória muito mal contada e cheia de Mistéééérios.... Primeiro, que o Gato miasse, ainda vá lá! Agora, berrar? Tenha dó!!! Penso: Será que o berro quem deu foi Chica? E num é que seria bem empregado que o pau tivesse batido na cabeça dela pra ela deixar de ser ruim.... Eitaaaaaa! Menos Dhotta, menos. E lá vou eu querendo mudar a estória. Bom, vou tentar me deter apenas aos fatos ...
Então, se pararmos para analisar a música, vamos perceber claramente nas entrelinhas que o perfil da pessoa que um dia atirou o pau no Gato, é o de um quase “Serial Gaticida”, e o que é pior, extremamente gago. Sua gagueira é tanta que nem na letra da musica conseguiu disfarçar. Outra coisa, é um homicida em potencial com intenções claras de morte, próprias de uma mente assassina. Como diz na musica: “Atirei o Pau no Gato, mas o Gato não Morreu”. Está claro para mim que ele atirou o pau no Gato com a intenção de matar. E percebe-se pelo berro: Miaaaaaau!!! Que a paulada foi violentíssima. No entanto, algo me deixa intrigado. Como uma paulada tão violenta não conseguiu ser fatal? Ou o acusado era principiante na vida do crime e sequer sabia usar uma arma branca ou o Gato tem sete vidas mesmo, e acabou. Agora, a culpada disso tudo sabe quem é? É CHICA!!!!( Vixe! me empolguei... E num é que tô com ódio dela mesmo, kkkkkkkkk). Acho inclusive que ela foi cúmplice nisso tudo. Caríssimos/as! Ela se omitiu ao ver o frustrado, quase assassino, dando a paulada no Gato. Ao invés de impedir a tentativa de homicídio ou ajudar o Gato, NÃÃÃÃO!!!! Chica apenas admirou-se com o estranho berro do gato. Posso estar sendo leviano, ”Senhoradobompartomeperdoe”, mas eu tenho quase certeza que a Chica tinha um amante, e que esse amante era o inexperiente e gago maníaco... - Que vizinha do maníaco que nada minha mãe!!!!! - ( minha mãe esta ao meu lado dizendo pra não ser tão cruel com Chica, pois ela podia ser apenas vizinha do quase assassino). Para mim, era CÚMPLICE E AMANTE, SIM!!!! Bom, chega de tantos questionamentos. E para você, Quem atirou o Pau no Gato?
E o Boi da Cara- Preta? Quantas vezes essa “cantiguinha” foi entoada para que nós dormíssemos. Famílias inteiras cantavam (e ainda cantam) essa música com a intenção de acalmar as crianças. Quanta ingenuidade das pessoas que tomavam conta de nós!! Eu fico a imaginar o que não deve ter passado nas nossas cabeças naquela época... Imaginem! Uma criança desesperada, louca querendo dormir e alguém cantando no pé do ouvido que um Boi da Cara-preta viria para lhe pegar. E o que é pior, sem a criança ter feito absolutamente nada! Aliás, minto! O Boi da cara preta viria pegar as criancinhas simplesmente porque elas tinham medo de Ca-re-ta. Faz sentido um troço desses? Sinceramente! Qual o problema de ter medo de Ca-re-ta? E porque as crianças tinham que ser punidas e ameaçadas por ter medo das tais caretas? Eu acho que o Boi da Cara-Preta devia pegar quem tava cantando a música, e não a coitadinha da criança.
Enfim, acho que dormíamos de tanto medo e não pelo acalanto da melodia. E vai que o Boi pega mesmo... Fico pensando, será que a pessoa que compôs essa música foi uma daquelas babás que rouba criancinhas? Ou teria sido uma mãe problemática com depressão pós-parto? E até mesmo uma tia solteirona e preconceituosa, porque não? E Vai saber... Eu só sei que hoje em dia essa música NÃO é vista com bons olhos pelos movimentos de igualdade racial. Até porque o boi não precisava ter a cara preta, podia ter uma cara branca, malhada, marrom... Iria amedrontar do mesmo jeito. Pois só a cara de um boi fazendo “mooooon”, com dois chifres na cabeça, para mim, já é assustador.
Geeeente! E aquela outra cantiga de ninar: “Nana, nenê, que a CUCA vem pegar. Papai foi pra roça, mamãe pro cafezal...” Isso também é para acalmar é? É mesmo! Quer dizer que o pai tá na roça, a mãe no cafezal e a criança sozinha em casa? E ainda é pra CUCA vir e pegar a criança? Sei... Realmente não dá para entender. Mas quer saber! Se fosse comigo? Eu iria adorar. Nunca tive medo da Cuca. Sempre achei a CUCA engraçadíssima. Meu sonho na época do Sítio do Pica Pau Amarelo (70/80), era ter um cabelo de “roqueiro” igual ao dela. O queeee? Vocês nunca repararam nos cabelos da CUCA!!! Pois saibam que eram lisos, fio reto, na cintura e sem chapinha. Iguais aos dos roqueiros da década de 80? EU NÃO ME CONFORMAVA!!! Como é que ela tinha um cabelo igual ao do Bruce Dinckinson do IRON MADEN, e eu NÃO... Êpa! Parou, parou, pa-rou! Não dispersa Dhotta! E lá vou eu - de novo - mudando o rumo do texto.
Temos que revisitar as antigas canções infantis e perceber o que há de preconceituoso e violento nelas. Mas sem o "exagero" do politicamente correto. Sabe aquela criancinha rica,  linda e loira  cuja mãe se preocupa até com os sonhos dela?  Isso não quer dizer nada!  Eu tenho uma “conhecida” que criou seu único filho (do pré-natal ao berço) escutando somente músicas clássicas e mantras indianos... E hoje, de vez em quando esbarro com o tal filhinho da minha “conhecida”. E acreditem! Atualmente ele é um andrógeno, quase um sósia do Marilyn Manson. Ele tem uma banda de Heavy Metal / Industrial, no estilo do Stabbing Westward e do White Zombie. Portanto, meu bem! O politicamente correto nem sempre funciona como gostaríamos.
 Já aquela historinha de que o Cravo brigou com a Rosa embaixo de uma sacada... Para mim é mais um caso típico de violência doméstica e intrafamiliar envolvendo casais. Principalmente se essa briga ocorreu embaixo da sacada de uma casa. E como eu NÃO compactuo mesmo com essa história de que “entre briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”. Eu vou meter a colher sim senhor, seu Cravo! Quem já viu bater na coitada da Rosa até ela ficar despedaçada. Isso não se faz! A Lei Maria da Penha existe para proteger as inúmeras “Rosas” que são espancadas e/ou despedaçadas.
Já na segunda estrofe eu vejo uma típica chantagem emocional, daquelas “beeeeeem” mixurucas. O Cravo inventa que está doente para que a Rosa vá visitá-lo, volte para casa e simplesmente o perdoe. Enfim, não convencendo a Rosa com o seu teatrinho “quase” rodrigueano: “Perdoa-me por te despedaçar”, o Bofe finge um DESMAIO... Pode? E o pior é que a boba da Rosa acredita e desaba no choro. Ah! Me poupe Rosa!
 Alguém já escutou falar que os Escravos de Jó eram todos gays? Eu mesmo já escutei! E para acabar com essa duvida, resolvi pesquisar para saber se o tal jogo de “CAXANGÁ” era na verdade uma performance erótica gay ou não. Geeente! Eu descobri que NÃO existe nada de homoerotico nessa história. A palavra Caxangá tem vários significados, mas nada de brincadeiras eróticas. Caxangá pode ser um crustáceo (do tipo siri, caranguejo, guaiamum.); uma avenida na cidade do “meu” Recife; um chapéu de marinheiro ou até uma derivação indígena: Caxangá vem de “caá-çangá”, que significa “mata grande”.
Definitivamente! Caxangá não é jogo gay coisa nenhuma e nem os escravos pertenciam a Jó, aquele personagem da Bíblia que perdeu tudo (inclusive os escravos), ficando apenas com a fé. Bom, espero ter clarificado um pouco essa história... Agora, aqui pra nós! O fato pode até ter sido esclarecido, mas que a letra da música é sugestiva e “meio” gay... Ah! Isso é verdade. Não vou mentir... Se prestarmos bem atenção, veremos c-l-a-r-a-m-e-n-t-e que no “Jogo do Caxangá” existe um movimento suspeito de “tira e bota" para o tal do Zambelê entrar e/ou ficar, que ninguém explica direito. E o que danado é o Zambelê ? Vai saber... E sem falar na história de que Guerreiros com Guerreiros fazem zigue, zigue, zá... Enfim! Se os Escravos de Jó gostavam de jogar Caxangá; se deixavam ou não o Zambelê entrar e se os Guerreiros saíam por aí ziguezagueando... O que tem demais nisso? Nada! Cada um se diverte como pode e gosta. E salve, salve a “Liberdade” dos Escravos de Jó!!
Eu me sinto revoltado ao comentar o doloroso quadro de intolerância e violência policial presente em algumas histórias e canções infantis. Como por exemplo, na música do "Pai Francisco entrou na Roda." Como é que se prende alguém, cujo único delito foi entrar numa roda e tocar violão? O que teria feito “Pai Francisco” para provocar tamanha raiva no delegado? Eu fico pensando: Será que “Pai Francisco” na verdade, era um Pai de Santo, dono de um terreiro de macumba? E o delegado um daqueles evangélicos fervorosos? Mesmo assim! Em nada justificaria tamanho abuso do poder da policia. A não ser que Francisco tivesse sido um pai que deixou de pagar a pensão dos filhos... Mas acho que não. Naquele tempo ainda não existia o Direito à Pensão Alimentícia e muito menos exame de DNA. Mas o pior ainda está por vir. É que quando “Pai Francisco” volta da prisão - e para nossa revolta e constrangimento – volta todo se “requebrando, igual a um boneco se desmanchando...” Pensar o que sobre isso? No mínimo, o coitado do “Pai Francisco” levou uma surra de quebrar os ossos dentro da prisão. Se não tiverem feito outra coisa pior com ele. Sei lá, tipo... Foi torturado e/ou abusado sexualmente por outros presos. Enfim, essa cantiga nos revela mais “um” dos retratos da falência do nosso sistema prisional. Onde já se viu prender uma pessoa cujo unico crime foi tocar violão! Tã-ram-ram-tão-tão...
E o coitadinho do Samba Lelê ? Uma atrocidade o que fizeram com o ele. Sinceramente! Eu fico indignado mais uma vez com tamanha violência. O pobre do Lelê devia ser apenas um garotinho que dançava samba. Mas que era violentamente explorado por algum adulto desalmado.
Caríssimos e caríssimas! Percebam o drama desse garoto: Primeiro que tudo, o Lelê estava doente e sendo obrigado a sambar, mesmo com a cabeça quebrada. E o que é pior, sob a ameaça de ser espancado com dezoito palmadas. Uma barbaridade! Concordam comigo? Por onde andam os defensores dos Direitos Humanos? E o Estatuto da Criança e do Adolescente? Agora indignei total! Recuso-me a comentar o restante da música e pronto. Ponto final.