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sábado, 23 de fevereiro de 2013

VOCÊ VAI CONTINUAR ILUMINANDO NOSSAS VIDAS...

Ontem assistimos ao filme “You Light Up My Life” (1977) pela ultima vez. E juramos nunca mais rever esta fita e muito menos, escutar a musica - “a sua, a nossa musica” - Esse foi o jeito tosco que encontramos para não destruir o abrigo que inventamos para nós. Já aceitamos o fato, mas é muito difícil admitir que você tenha sido finita para todos nós. É que vai ficar faltando uma parte da gente, sabe... Este foi o primeiro filme que assistimos juntos. Todos nós... Lá no antigo Cine Veneza. E depois, quantas e quantas vezes reprisamos esse mesmo filme nas nossas casas? Perdemos a conta, né? Ele sempre será um marco em nossas vidas... “Você ilumina minha vida” (“You Light Up My Life”), e continuará iluminando a vida de todos nós, onde você estiver... Essa Musica possui tua marca, ela fluía de tua garganta como um bálsamo para nossos ouvidos. 
Assim que o filme terminou, apostamos no silencio e pensamos unicamente em você, que tanto entoou essa melodia para nós. Pensamos no muito de tantas coisas que vivenciamos, das loucuras registradas nas imagens que vão além das fotografias, dos álbuns na estante e da memória no computador. Fotos com movimentos, falas, sons e musicas, risos, trejeitos, sabores, cheiros... Cena que nenhum filme mostra e que só se reconstrói na nossa imaginação. O tempo vai ter que suavizar você em nossas vidas, mostrando novas dimensões e novas cores. Mas o que fica é uma só verdade... Você continuará iluminando nossas vidas!


Postagem dedicada à nossa saudosa Tête (Tereza Gusmão), que partiu faz uma semana.... De teus amigos: Luciano, Rose, Edu, Dalva e eu, Dhotta! Que tanto te amei... 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

OS PRODUTOS "POM POM" E A LINHA INFANTIL DA JOHNSON & JOHNSON... QUEM NÃO SE LEMBRA ?

Não me olhem assim... Por favor! Juro que não estou “grávido”. Este post é apenas, e tão somente: “Pura Nostalgia...” Definitivamente! Não me imagino mais sendo pai, pelo menos não daqui a uns 50 anos. Acho que não nasci para cuidar de ninguém. Pois sou do tipo do cara que se você me der três tartaruguinhas para cuidar, uma foge, a outra engravida e a terceira faz cirurgia de mudança de sexo. Enfim, vamos ao post...  Ao ver todos esses produtos infantis, tipo fraldas, talquinhos, lavandas, sabonetes e todo o resto, me veio a mente o tempo em que minha irmã era bem pequenina. Isso tudo lá pelos idos anos 70. Eu lembro que as marcas Johnson & Johnson, Pom Pom e York viraram uma febre naquela época. Todo bebê possuía um kit assim...  E minha irmã logo que nasceu ganhou vários “conjuntinhos” deste tipo. Uma graça de produtos retrô, né não? Apesar de não saber cuidar “a contento” de crianças, adoro apertar um daqueles bebes bem “xerozim”.
Minha memória olfativa é impressionante, assim que vi esses produtos  estampados numa antiga revista Pais&filhos... Nossa! Foi a mesma coisa que tirar um belíssimo passaporte para aquela época. O cheiro dos tais produtos de tempos d’antanho invadiu minh’alma... (poético, não?).  Eu tinha cinco anos quando minha irmã caçula nasceu. Ela - literalmente - tomou meu lugar de “fofinho” da família... Daí eu escutava da sala os risos e todos os comentários da minha mãe, tias, avós e visitas: “Que menina linda !”; “Uma princesinha...”; “É a cara da mãe!”; “Uma bilu - bilu tetéia”... E ao escutar tudo isso, já viu né? Uma avalanche de pensamentos menos nobres invadiu minha cabecinha de cinco pra seis anos. Ficava torcendo pro meu avô (que era altíssimo) brincar de aviãozinho com ela... Sabe por quê? Pra que ela se enroscasse no ventilador de teto (rs!!!) Coisa de “mininum” desmiolado. Pois é, tais pensamentos intrusos faziam de mim uma “criançinha” má. Todo dia era dia de maldade com a minha “irmãzinha querida”. Já havia colado chiclete ping - pong no cabelo dela, comido todo o estoque de potinhos de sopa nestlé e - principalmente - escondido todas as chupetas e os bicos de mamadeira que ia encontrando pela frente... Mas um dia minha mãe - “dona daquela caçulinha medonha” - resolveu dar uma passadinha na farmácia que ficava pertinho de casa. E como eu estava sem fazer nada, só assistindo o Globo Cor Especial, coube a mim observar o bebe por alguns minutos... Pensei: Essa é a minha chance de acabar com o reinado dela!!! Na hora passou mil coisas na minha cabeça... Mas bastou ela olhar nos meus olhos, e com aquele sorrisinho banguelo, me desarmou todo. Daí eu peguei o ursinho (talco) da Pom Pom e dei pra ela.  Naquele momento nascia um grande amor... Enfim! Apesar de minhas maldades, minha irmã sobreviveu. Hoje ela me ama e ainda é linda, mesmo depois das cirurgias plásticas. 
Estes produtos são da década de 60 e 70. Verdadeiros ícones de uma infância feliz e cheirosa!  Hoje  pediatras não mais aconselha o uso de talco em crianças muito pequenas. Uma vez que pode causar complicações respiratórias... Uma pena! Pois o cheiro do talco Pom Pom é uma lembrança viva em mim. 
Essa era a linha completa dos produtos Pom Pom. Faz um bem danado rever tudo isso.
Quem nasceu e viveu nos anos 60 e 70 há de se lembrar desses kits dos produtos Pom Pom.
Eis o tal Ursinho (talco) da Pom Pom que falei logo à cima.
A Nova Linha Infantil Johnson - Anos 60 -
Nossa! Nem sei se esses produtos ainda existem... Igiapel? Cremóleo?
E as fraldas de pano? Meu Deus! E o conjuntinho de broches para prender as fraldas.Um perigo! Capaz de furar o umbigo da criança. Usaram tanto esses prendedores em mim e em meus irmãos, mas ninguém nunca furou nossos umbigos. Mães e tias cuidadosas... 
É! Saudades dos meus tempos d'antanho... Dedico este post a minha amada irmã Betânia (a caçulinha) e a Ana Maria Caldatto, cuja sensibilidade para garimpar desejos, sonhos e objetos de outrora ultapassa limites.

sábado, 12 de novembro de 2011

A FARINHA LÁCTEA NESTLÉ CONTINUA FAZENDO HISTÓRIA...

O surgimento da Farinha Láctea Nestlé se confunde com a própria História da Nestlé... Sabiam? Pois é!!! Escutei falar que o maior desejo do finado HENRI NESTLÉ - o pai da NESTLÉ, lógico!  - era resolver o problema da desnutrição infantil no mundo. Que “ambição” mais linda, né? Devia ser uma pessoa abnegada, caritativa e filantrópica. Eu creio nisso... Juro que sim! Pois dizem que ele investiu todos os seus parcos recursos - de farmacêutico - na formulação de uma farinha especial para alimentar as criancinhas... E num é que o danado do alemão conseguiu!


Pois no ano de 1866 a tal Farinha “veio ao mundo”... E passou a se chamar: Farinha Láctea Nestlé. Ela ficou tão famosa que despertou o interesse de médicos e nutricionistas. O tal produto à base de leite e farinha de cereais fez tanto sucesso que entrou em produção industrial “já” em 1867, com a fundação da Sociedade Henri Nestlé na pequena cidade suíça de Vevey. Isso é o que eu chamo de responsabilidade social e protagonismo financeiro. Salve, salve senhor Henri Nestlé.

A marca suíça Nestlé começou sua história no Brasil - em 1876 - quando iniciou a importação da Farinha Láctea Nestlé, ou seja, nove anos após seu lançamento na Europa.
Anúncio publicitário da década de 30.

Mas foi somente em 1921 que a NESTLÉ inaugurou sua primeira fábrica no país, localizada no interior de São Paulo na cidade de Araras. A partir de então é que foram sendo produzidos, lançados e comercializados os produtos aqui mesmo no nosso país.
Anúncio publicitário da década de 30.
Para consolidar a marca Nestlé e dar um toque bem familiar ao novo negócio, o astuto Henri Nestlé utilizou-se de uma importante “insígnia” presente no brasão de sua família: Um pequeno ninho... Algo bem maternal que insinua cuidado, carinho, natureza e nutrição. E sem falar que o nome Nestlé em alemão significa: Pequeno ninho !!!  Simples assim...
A Nestlé distribuiu gratuitamente - na década de 30 - folhetos como esse... Salientando a qualidade de seu maior produto na época: A Farinha Láctea Nestlé.
Como todo bom produto que se preze, a Nestlé também lançou seu “almanach”. Pois era bastante comum - na época - as grandes marcas e seus produtos lançarem os seus almanaques... No mesmo estilo dos velhos e tradicionais almanaques de Pharmácia. 
"Almanach" Nestlé de 1938.
Os almanaques - na época - funcionavam como serviço de atendimento aos consumidores e aos profissionais da área. Bem como, divulgação de receitas, jogos , passatempos e curiosidades...
"Almanach" Nestlé do ano de 1939.
Entre os anos de 1940 e 1950 a Nestlé lançou folhetos Para as Mães, contendo orientações sobre higiene e alimentação da criança, desde seu nascimento.
Almanaque Nestlé do ano de 1953.
Pequeno Manual da futura Dona de Casa lançado pela Nestlé.
Anúncio da década de 40.
Todas as noites antes de dormirmos, minha mãe e/ou minha tia, preparavam um mingau para nós.  Era um momento "saborosíssimo" que havia se tornado tradição: Antes de dormir se tomava um copo de leite ou comia-se um prato de mingau. Até hoje sinto o cheirinho daquele mingau de Farinha Láctea. Saudades de mim...
Era uma lata como essa, assim mesmo. Com essa embalagem na cor amarela... Década de 70!!! Nossa, uma latinha como essa não podia faltar lá em casa. Parece até que "morava" conosco de tanto que se fazia presente na mesa.  Engraçado! Estas imagens resgatam um gosto específico da Farinha Láctea daquela época... Hoje não mais.
Quanta saudade... E quanto apetite eu tinha!
Anúncio da década de 60.
Anúncio da década de 60.
Anúncio da década de 70.
Evolução das embalagens da Farinha Láctea Nestlé.



EU CONTINUO "FAZENDO" MARAVILHAS COM LEITE MOÇA!!!

Se existe um produto que parece eterno para todos os séculos e séculos amém... É o Leite Moça Nestlé. Geeeente! Todas as vezes que esbarro numa Lata de Leite Moça tenho a impressão que a danada sempre existiu.

O Leite Condensado - na verdade - é um produto de origem francesa, patenteada por americanos e expandida para outros países através da marca suíça Nestlé. 
Ele foi criado primeiramente para ser uma bebida de fácil armazenamento em tempos de crise e de guerras. Do tipo: “Algo prático que dissolvido em água, vire leite”... Simples assim! Então... Com a guerra civil americana (iniciada em 1861) o leite condensado atingiu um enorme sucesso. E a partir de 1880, timidamente, foi ganhando o mundo...
A marca começou a despontar no Brasil em 1890 com o nome esquisito de Milkmaid. 
Mesmo sendo um produto importado (...e bastante caro!), o futuro “Leite Moça” caiu no gosto dos brasileiros. Durante anos os carregamentos vindos da Suíça eram aguardados com grande aflição salivar. E quando a famosa latinha era exibida nas “casas de importados”... Nossa!!! Era um alvoroço total. Todos e todas queriam a ilustre latinha que tinha uma moça estampada no rótulo. E não deu outra... O brasileiro - achando esquisito o nome Milkmaid - transformou a mocinha da lata em marca e passou a pedir: “aquela lata que tem a moça na frente”. E assim ficou conhecida como o Leite da Moça, depois como o Leite Condensado Marca MOÇA® e finalmente, O Leite MOÇA®.

A famosa camponesa que deu origem ao nome da marca no Brasil.
Anúncio da década de 30.
Anúncio da década de 40.
Anúncio da década de 40.
O LEITE MOÇA® apareceu como o principal produto em um dos mais antigos livros de receitas publicados pela NESTLÉ® no Brasil. 1944
Anúncio da década de 50.
Anúncio da década de 50.
Esta lata da década de 70 esteve presente durante toda minha infância.
Em 1962, o rótulo trazia suas primeiras receitas: pudim, doce de leite e sorvete de Leite moça. 
Anúncio da década de 80.
A evolução das embalagens do Leite Moça Nestlé ao longo dos anos...



Atualmente se tem leite moça diet, em caixinha, em tubos, em diversos  sabores e até o mocinha, entre outros...
A Nestlé relançou em 2009/2010 essas latinhas com os rótulos antigos. Tudo isso em comemoração aos mais de 100 anos da Nestlé.