.

.

sábado, 12 de novembro de 2011

AINDA EXISTEM MIL MANEIRAS DE PREPARAR ( MIXAR! ) NESTON.

NESTON
Ao me deparar com tantos e tantos produtos da Nestlé, assim como esse agora, mais um... O Neston. É que literalmente me vem à cabeça... Nossa validade vai acabando e as marcas é que vão ficando pra posteridade! Tem como negar? Não. Vejo essas latas antigas de Neston (ainda tão presentes em minha memória) e já me sinto fazendo parte da história da propaganda brasileira. Isso é horrível! Mas é verdade... Como é que vou esquecer essas latas lindas, cheias de motivos retrôs e disputadíssimas por colecionadores, como? Não meu bem! Felizmente e/ou infelizmente faço parte da história desses produtos sim. Eles ainda ocupam lugar de destaque nas prateleiras dos supermercados e eu também componho, junto com “todos” eles, a história de uma época “saborosamente” feliz. Mas também não fico pra atrás, atualmente adoro as moderníssimas barrinhas de cereais dessa marca... 
Ainda guardo na memória estas latas...


Acho praticamente impossível alguém não lembrar de Neston. Meu Deus do céu!!! Neston tem o cheiro da nossa infância. Era só abrirmos a lata e o cheiro invadia nossas narinas... Quem costumava ver TV diariamente como eu, regalava-se quando as propagandas diziam: “Existem mil e uma maneiras de preparar Neston! Experimente... Esta é apenas uma delas”. E eu ficava imaginado as outras mil...


O nosso “Neston” surgiu na Europa em 1942 com outro nome: “Nestum” (como é conhecido até hoje na Europa). Porém, só foi lançado aqui no Brasil no ano de 1958... Em pouco tempo o Neston caiu no gosto da criançada e solidificou-se tanto aqui, quanto em Portugal. Ele fez o maior sucesso na época porque se apresentava sob a forma de flocos de cereais ao invés de ser apenas em pó. E daí podia ser degustado de várias maneiras com vitaminas, mingaus, leite, salada de frutas, sorvetes, frutas amassadas entre outras... Por isso, o famoso slogan da época! Hoje o NESTON se atualizou e abrange uma completa e extensa linha de produtos que inclui cereais, aveia, barrinhas de cereais e iogurtes, entre outros itens. Até o slogan mudou: “Existem 1000 maneiras de Mixar Neston. Invente Uma!” (que troca o termo “preparar” por “mixar”). Tudo se renova, né meu bem...
Anúncio da década de 70.
Anúncio da década de 80.
A evolução da marca Neston ao correr dos anos...

MUCILON
Você pode até não ter comido papa de Mucilon quando criança... Mas da lata de Mucilon você lembra! Ah, se lembra... Era a mais “colorida” de todas as latas da Nestlé na época. Eu brinquei muito de “Pé na lata” com essas latas de Mucilon. Lembram dessa brincadeira? Era bem simples... Bastavam duas latas, dois furinhos, uma cordinha de varal e depois era só subir nelas.  Pronto! Era brincadeira para o dia todo. Quanta nostalgia...
O Mucilon foi lançado em 1960 e ainda está no mercado... Vejam a evolução do produto.
MILO

Leite Milo da Nestlé? Nunca vi e muito menos o experimentei em toda minha vida. Estou conhecendo ele agora! Mas dizem que foi o primeiro leite modificado da Nestlé. Ele foi lançado no Brasil em 1950, mas não obteve o mesmo sucesso que na Europa e outros países. Bom, passei o recado... Mas não foi do meu tempo!
Anúncio da década de 50.

Milo - O alimento concentrado!

OUTROS PRODUTOS
Outros produtos da Nestlé que descobri fuçando revistas antigas e  pesquisando no Google. Eu também não conheço nenhum desses produtos... Somente o Nanon de 1960 que deu início à linha Nan, um tipo de leite de fórmulas infantis variadas que eu  vejo bastante nas farmácias.

PAPINHAS DA NESTLÉ
Quem não se lembra desses “potinhos”, hein? As famosas Papinhas da Nestlé... Eu só me lembro do produto, mas nunca fui alimentado com eles. Minha irmã caçula, sim. Adorava! Certa vez experimente essa papinha e achei super sem sal... Arg!!!! Elas surgiram em 1968 e fazem sucesso até hoje.

sábado, 22 de outubro de 2011

... E O TELEFONE TOCA!

Houve um tempo em que ter uma empregada doméstica, uma TV á cores, uma enceradeira Arno e... Um Telefone tocando! Ôôôxe... Era tudo que há!!! Só “os bem de vida” podiam.  Principalmente o Telefone. Sim, porque só quem tinha telefone em casa - na época - era funcionário do Banco do Brasil pra cima.  Telefone nas décadas de 60, 70 e 80 era sinônimo de uma vida “mais ou menos”. E poucas pessoas podiam ter um em casa. Questão de “status” para muitos... Sério! Tinha gente que colocava o “trimmmmm-trimmmmm” do telefone no volume máximo só para ter a certeza que a rua inteira iria escutar. Tô falando sério Caríssim@s! As linhas telefônicas eram compradas e “custavam os olhos da cara”. Existia até corretor pra vender e alugar as linhas telefônicas. Era um investimento e tanto. Tive uma “conhecida” que enchia a boca pra dizer:

- Eu tô é bem de vida, sabe... Tenho meu “empreguinho” no estado e mais “oito linhas” de telefone no meu nome. E, graças a Deus! Ta tudo alugada...
... E pensar que nos dias de hoje ninguém mais é dono de linha nenhuma, que todas as empresas de telecomunicação são privatizadas e que “portabilidade” se faz num piscar de olhos. É meu bem... O tempo não espera por ninguém, muito menos pra quem ficou na linha esperando o trem passar...
Enfim! Na minha época de estudante morando fora de casa... Telefone???  Ah!!! Só o do vizinho meu bem. Falo daquele vizinho porta-com-porta, gente boa e super educado. Um santo! Pois é... Agora imaginem um bando de estudantes presos num “apertamento”, longe de casa e absolutamente “lisos”. Então? Coitado do nosso vizinho. E pensar que além de nós - só no quinto andar - tinha mais quatro “apês” sem telefone... E o Nosso Santo Vizinho, querendo ser gentil, colocava o número à disposição. Mas tinha “gente” que não se tocava né... Alôôôu! O número do vizinho era apenas para casos de emergência, desastre, morte ou coisa parecida. Tendeu né? Nada de recadinhos e/ou namoricos bestas. Sei... Ledo engano!!! E quem dava ouvidos às regras e levava as recomendações a sério? Ninguém. Acho que fui o primeiro a dar o telefone pro colégio inteiro... Da 8 série “A” ao  1 ano “F” - todos e todas - sabiam o número do meu telefone, ou melhor, do número do telefone do vizinho. Um abuso total:               

- O senhor poderia chamar “Dhotinha” que mora aí do lado? É “Ana Teresa” colega de classe dele...

Duas ou três vezes ao mês, tudo bem. É aceitável. Mas quase todos os dias? Era de lascar... E no final ainda dizia:

- Obrigado seu “fulano” e desculpas pelo incômodo, tá?

E o Santo Vizinho, sem fazer cara feia, dizia:

- De nada. Precisando...

Mas isso não era o pior.  Tinha uma representante da Avon no apt. 503 - amiga da minha irmã até hoje - que se pendurava no telefone “alêio” do vizinho sem dó nem piedade:
- Peraíííí amiga... Fala devagar que eu tô anotando o pedido... É 01 Frasco de Toque de Amor; 01 talco Topaze e 02 desodorante roll-on Charisma, é isso? Ah! tá. E, olha!!! Tem uns produtinhos aqui que vão entrar na promoção. Todos ma-ra-vi-lho-sos... Me liga amanhã que te passo a relação. O preçinho tá ótimo visse... Até amanhã amiga.
Verdade seja dita! O que tinha de gente cara de pau que usava o telefone dos outros sem a menor cerimônia, “não tava no gibi”. E o pior é que muitas vezes se recebia ligações nas horas mais impróprias... O que dizer de um telefone tocando às 06:00 da manhã quando o dono da linha sequer tinha mijado, escovado os dentes e retirado as remelas dos olhos? O fim, né?! Durante o almoço e/ou jantar o telefone também tocava. E era no mínimo constrangedor... Pois ninguém gostava de mostrar ao vizinho o que comia. Vai que nesse dia o “rango” era arroz, ovo e ki-suco de uva.
Outro horário impróprio era o da novela. Meu Deus do céu! Na hora que Leôncio estava amarrando a “Escrava Isaura” no tronco o telefone tocava. Era o mesmo que reprimir o orgasmo na hora do bem bom. Agora! Irritante mesmo era vinte minutos depois que todo mundo apagava a luz, ia dormir e o Trimmmmmmmmmm do telefone disparava acordando todo mundo. Era o fim da picada! Qualquer ser humano estourava sua cota de paciência. E foi isso que aconteceu... Meu saudoso vizinho encerrou sua conta na TELPE e passou a usar os orelhões como todo mundo. Simples assim...
Os Orelhões do meu tempo eram todos amarelos... Depois é que ficaram azuis. Eles surgiram em escala de produção nacional no ano de 1972, pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB). Nossa mãe! Como eu os usei... Ainda alcancei o tempo da ficha telefônica, nada desses cartõezinhos “frufru” para colecionadores. Eu comprava mesmo eram as tirinhas com dez fichas nos botecos. Eram fichinhas metálicas, redondas e com dois cortes no meio. Bastava colocar as fichas na fenda para deslizar, cair e depois dar linha. Cada ficha dava para três minutos de conversa... 
 As tão famosas fichas de telefone !
Ah!!! O pior era quando o Orelhão engolia a ficha e ficava por isso mesmo. Reclamar a quem? A ninguém, claro. O coitado do Orelhão é quem pagava o pato, levava tanta da porrada que acabava soltando a ficha. E mais, existiam “aquelas pessoas folgadas” que alugavam os orelhões, tiravam umas trinta fichas do bolso e passavam horas e horas namorando, conversando e sei lá mais o que... Nem se importavam com a fila que se estendia. Tempos outros, meu bem. Tempos outros! Uma pena que hoje os orelhões sirvam mais para os vândalos expressarem sua violência interior...  Infelizmente a ficha caiu de uma vez: Os orelhões estão com seus dias contados e vão sair de cena logo, logo... Celulares meu bem. Celulares!
Na minha casa, o telefone só chegou em 1980. Daí teve toda uma preparação... Minha mãe comprou logo uma mesinha para por o telefone. A cima, na parede, colocou um retrato da minha irmã caçula telefonando para ela mesma (aqueles das carinhas). Lembro dele até hoje. Falo sério! Ele era todo bege e possuía uma roleta transparente com 10 buracos em seqüência, um para cada algarismo (de 1 a 9 e 0). Bastava enfiar o dedo no buraco dos números desejados e girar o disco até o final. Depois se escutava um “barulhinho esquisito” e pronto...  Daí podia-se namorar, ligar pros amigos, ligar para o bate papo, disk amizade, ligar para as rádios... Ahhhh! Meu bem. Mas nem tudo eram flores assim. Minha mãe não era como meu saudoso vizinho... Era esperta! Colocou cadeado na giratória onde ficavam os números. Detonar a conta telefônica? Nem pensar... Essa estória é antiga. (RS!). Atualmente muita coisa mudou... Depois do telefone (doméstico e público) com disco giratório, vieram os teclados numéricos e agora, os digitais... E o que dizer dos celulares? Que quando surgiu, mais parecia um rádio da campanha do Exército Brasileiro. Quem não lembra do tijolão da Motorola que era colocado no cós das calças ou nas saias. Mais isso é uma outra história... Pois os telefones tocam, e como tocam!

terça-feira, 26 de julho de 2011

" JÁ É HORA DE DORMIR..." COM OS COBERTORES PARAHYBA.

"Já é hora de dormir

Não espere a mamãe mandar

Um bom sono pra você

E um alegre despertar..."
Quem tem menos de quarenta anos não vai acreditar, mas houve um tempo, não muito distante, em que as criancinhas iam mesmo para a cama após ouvir essa musiquinha. Verdade! Essa musiquinha, durante mais de uma década, marcou o encerramento da programação infantil na saudosa TV Tupi. Funcionava como um sinal para as crianças se retirarem da sala e irem dormir. E, lógico! As mães da época adoraram o jingle! O comercial só passava uma única vez, à noite, e era exibido exatamente às 21h00min. Portanto, acreditem: Nas décadas de 60/70 nenhuma criança ia dormir sem antes assistir ao comercial dos Cobertores Parahyba. Nos dias de hoje, ao verem este comercial, a criançada vai achá-lo tão ingênuo quanto à idéia de dormir antes das 22h00min...
O filminho (desenho animado) foi produzido por César Mêmolo, pioneiro em desenhos animados de publicidade. Exibia um pai diante da TV olhando para seu relógio de pulso. Em outra cena, o “menininho” símbolo da marca – juntamente com seus dois irmãos – aparecia vestido de pijama, gorro na cabeça e com uma vela na mão, seguia em direção ao quarto. Então ele recebia um beijo de boa noite e ia com sua velinha até a cama, ao som da famosa musiquinha... Tudo tão bobinho! Mas tão bonitinho, né não? (vejam o vídeo logo mais a baixo).
O saudoso Comercial dos Cobertores Parahyba foi veiculado entre os anos 1960 e 1975. E é tido como uma das campanhas publicitárias mais lembradas do século 20 no Brasil.
Fiquei sabendo que essa “musiquinha” é bem anterior ao Comercial dos Cobertores Parahyba. Ela já existia nos anos 50 com a figura “inanimada” do indiozinho da TV Tupi dormindo (ainda não existia o videotape, tá!). Dizem que nos primórdios da televisão brasileira - década de 50 na TV Tupi - os telespectadores começaram a reclamar sobre o impacto que o “novo” veículo de comunicação exercia junto às famílias. Alegando que os filhos só iam pra cama ao final da programação, ou seja, depois das 22:00 horas.
Pensando nisso, e para não deixar o público insatisfeito, a Rede Tupi encomendou um jingle para ser tocado todos os dias - às nove da noite - quando exibia na tela dos televisores um desenho: Seu símbolo, o simpático indiozinho, que aparecia dormindo. Somente na década de 60 é que a indústria dos Cobertores Parahyba aproveitou a musica nesse comercial. A musiquinha foi composta pelo maestro Erlon Chaves (letra e música), e interpretada por Lourdinha Pereira (esposa do Rolando Boldrin) para o núcleo de produção da TV Tupi em 1952/53.
A marca dos cobertores Parahyba surgiu em 1925 e atingiu o ápice de crescimento nas décadas de 50 e 60. No final dos anos 70 a tecelagem entrou em sua fase de decadência, que durou até março de 1993. Ali encerrou suas atividades em virtude de dívidas com fornecedores, com o Estado e com a União. Sete meses após a paralisação, um grupo de funcionários assumiu a empresa. O nome Parahyba foi mantido na razão social pelo fato de a marca ser conhecida nacionalmente, o que facilitaria a venda do produto. Em conseqüência de problemas burocráticos, em 1999 a fábrica foi transformada em uma cooperativa, com duas administrações independentes, em São Paulo e Pernambuco, deixando em seu currículo esse maravilhoso comercial que embalou o sono de tantas criancinhas da época.
Anúncio da Década de 60.
Anúncio da década de 60.
O “mascote” dos Cobertores Parahyba acabou virando um "bonequinho". Desejo de consumo de muitas criancinhas da época.
Essa propaganda com o desenho animado dos Cobertores Parahyba e sua trilha sonora, fez tanto sucesso, que a companhia lançou na década um disco de 45 rotações pelo selo Chantecler e distribuiu aos seus clientes.

domingo, 17 de julho de 2011

OS POSTOS ESSO E SEUS MASCOTES: O CASAL GASOLINO E O TIGRÃO DA ESSO.

Se você tem uma quilometragem igual ou superior a minha, certamente irá lembrar da Gotinha da Esso. A tal gotinha foi um “mascote” super simpático adotado pelos postos de Gasolina Esso, e que na época, fez o maior sucesso. O personagem simbolizado por uma gotinha de gasolina (ou seria uma gotinha de óleo?) chegou ao Brasil no início da década de 50. Daí começou a aparecer em revistas, e principalmente, nos inesquecíveis comerciais da Esso na TV. A empatia do personagem junto ao público foi tão grande que o consumidor exigiu uma namoradinha para ele...
...Então a gotinha da Esso não perdeu tempo e tratou de arranjar uma companheira. Sua namorada possuía um corpo cheio de curvas e um lacinho de fita no cabelo. E assim nasceu o casalzinho mais famoso da mídia impressa e televisiva: O Casal Gasolino, ou simplesmente, as Gotinhas da Esso.
Eles usavam um macacão todo branco com a marca Esso estampada. Sempre juntinhos, passavam a idéia de um casal mega feliz. Nas revistas, propagandas e comercias de TV, apareciam trocando afagos e carinhos. Ela encostava a cabecinha (ou melhor, a gotinha) no ombro dele e iam passear de lambreta por aí... E mais, dançavam um sambinha rasgado pra ninguém botar defeito. Verdade! Com direito à perna entre pernas e um tremendo bate coxa. O clima era de total sedução meu bem... E foi dessa forma que o Casal Gasolino ajudou a Esso a conquistar a liderança no mercado brasileiro.
As encantadoras e simpáticas gotinhas, além dos reclames, anúncios e animações para TV, viraram também “souvenires” e brindes promocionais. E como toda criança é igual em  qualquer época e lugar, enlouqueciam pelos brindes e as promoções. Praticamente obrigava os pais a pararem nos postos Esso para trocar o óleo, colocar gasolina, limpar o para brisa... Tudo isso só para ganhar bonequinhos, chaveiros, revistinhas e adesivos (para se colocar nos vidros dos carros). Enfim, as Gotinhas da Esso foram verdadeiras celebridades. Mas como toda celebridade um dia acaba no ostracismo, perde a fama e some. Elas também sumiram... Acho que a culpa foi do outro mascote da Esso: O Tigre! Eu particularmente acho que o Casal Gasolino montou na sua lambretinha e fugiu com medo do Tigre. Vai saber???
Bonequinho dos anos 50.
O Casal Gasolino !  Hoje em dia essas gotinhas da Esso são disputadíssimas por colecionadores.
Um antigo Chaveiro da década de 60.
Certa vez eu e meu irmão ganhamos "UM" posto Esso de brinquedo... A coitada da minha tia passou meses juntando cupons para trocar por esse posto. E já imaginaram né...  Briga na certa!  Quem já viu dar "UM" unico brinquedo para ser dividido para duas crianças. Principalmente se essa criança teve  ou tem um irmão igual ao Marcos Dhotta. Aí, meu bem... Vai prestar não!
Caminhãozinho (tanque) de brinquedo dos postos Esso em plena década de 70.

E os calendários de bolso? Todo ano era largamente distribuído pelos postos Esso.  
Então caríssimos/as... Como este espaço se dedica ao resgate de tudo aquilo que fica daquilo que não ficou. É com bastante pesar que afirmo: A famosa marca “Esso”, presente em vários postos de gasolina espalhados pelo Brasil a fora, está com os dias contados. É isso mesmo! A Esso vai desaparecer do mercado nacional. Não me perguntem quais os reais motivos dessa “barbárie” por que eu não sei. Apenas li que tem algo a ver com essas “fusões empresariais” e seus acordos multifacetados. Mas enfim, o fato é que os postos Esso deixarão de existir até meados de agosto de 2012 e que a rede Esso passará a usar a bandeira da Shell. Eu acho tudo isso muito engraçado, sabe? Pois jamais imaginei que os postos Esso - algum dia - iriam se unir aos postos Shell. Passei toda a minha infância rivalizando com meu irmão por causa desses postos e agora virou tudo uma coisa só. Eu era fã incondicional do Elefantinho da Shell e meu irmão era fascinado pelo Tigre da Esso... Portanto, nem queiram imaginar o tamanho da briga na hora de por gasolina no carro da família.
A marca ESSO chegou ao Brasil no ano de 1912. Ela foi desbravadora no que diz respeito à distribuição de produtos de petróleo, como a gasolina e o querosene, comercializados em tambores e latas. A Esso deixou muito bem marcada sua trajetória aqui no Brasil. Entre tantas outras iniciativas pioneiras, tivemos: a instalação das primeiras bombas de rua; a construção do primeiro vagão-tanque e do primeiro caminhão-tanque do país. Mas nem tudo foi tão lindo assim, sabe. Essa estória de gotinhas da Esso pra cá, Tigres da Esso pra lá e coisas e tal... Huuuum! Lembro que na década de 70 os postos de gasolina faziam parte de um controle de racionamento. Verdade! Combustível era caso de segurança nacional meu bem... Coisas dos Generais e seu regime “côco”. O governo mandava em tudo: definia o preço da gasolina, a quantidade a ser vendida e até o horário de funcionamento dos postos (só funcionavam até a meia noite da sexta feira)... Um inferno! E eu criança, sempre escutava falar que a culpa era de um tal de Arafat, que morava lá pras bandas das Arábias... Mas como sempre, os brasileiros davam um jeitinho de passar a perna nos Generais. Meu pai, por exemplo, estocava gasolina na mercearia para vender. Enchia os garrafões secos de vinho que sobravam da semana santa e negociava clandestinamente. Bem feito!
Eu sempre pensei que o Tigre da Esso tivesse colocado o Casal Gasolino pra correr. E somente depois, tinha se tornado o grande mascote da Esso. “Ledo engano” meu bem... O famoso Tigrão da marca ESSO surgiu no começo do século, por volta de 1900, lá pras bandas da Noruega. O problema é que o personagem símbolo da marca Esso atravessou duas Guerras Mundiais e – conseqüentemente - teve que sair de cena. Somente em meados da década de 50 é que o Tigrão da Esso reaparece na mídia.
No início da década de 60 o tigre se tornaria extremamente afamado, símbolo de potência, força e velocidade. Com essas características o Tigre reforçava o famoso slogan da época: "Ponha um Tigre no seu carro".  
O Tigre foi transformado em desenho animado e ganhou o mundo, sendo estampado em tudo que levasse a marca ESSO.
Este era mais um dos tantos brindes que recebiamos ao encher o tanque nos postos Esso.
No ano de 1975, as propagandas em revistas e jornais, e principalmente, nos comerciais de televisão, passaram a utilizar um tigre de verdade.
Até hoje os tigres infláveis ocupam os postos de serviço da rede.
Enfim, lá se foi a Esso. É mais uma marca que ficará na nossa lembrança... Deixou para sempre registros importantes na memória dos Brasileiros: Além dos mascotes (Casal Gasolino e o Tigrão), deixa o formato de um noticiário que se tornou padrão no Brasil - O Repórter Esso - Primeiro tele-jornal como ponto de referência da televisão brasileira. E mais, instituiu no Brasil o “Prêmio Esso de Jornalismo”, que já possui mais de cinqüenta anos de existência. Pois é, agora nos tornamos AS TESTEMUNHAS OCULARES DA HISTÓRIA vendo o fim da ESSO... E breve farei um post sobre o “Repórter Esso”.

sábado, 11 de junho de 2011

O PINGÜIM DE GELADEIRA NÃO PERDE A POSE!

Confesso sem a menor cerimônia: Adoro o charme retrô dos Pingüins de geladeira! Eu crio um, sabiam? Ele "ainda" possui trema na letra Ü, é de louça e mora em cima da minha geladeira... Pronto, falei. Há quem ainda o considere brega. Mas eu? Não! Particularmente, acho o “Spheniscus magellanicus geladeirum”, ou melhor,  o Pingüim de Geladeira, o maior “monumento vivo” do retrô  pós moderno. É certo que até bem pouco tempo ele era considerado um “bibelô” de extremo mau gosto. Mas os Pingüins retomaram seu posto nas cozinhas do mundo inteiro e agora são vistos como “cult”, “kitsch” e “Super Mega Retrô”. Colecionadores afixionados por pingüins  vasculham antiguários atrás dos modelos dos anos 40, 50, 60 e 70. Com direito a origem e pedigree devidamente comprovados. E o bom de tudo isso é que mesmo amados e ou detestados, os pingüins permanecem lá, bem no topo das geladeiras... Mas como é que eles, os pingüins, foram parar lá? Dizem que no começo da produção dos antigos refrigeradores (década de 40), as geladeiras possuíam acabamento parecido com grandes armários e ocupavam muito espaço, bem diferente das atuais. E isso demandava um grande esforço por parte dos vendedores, que faziam de tudo para chamar a atenção da freguesia e alertar que aquele “móvel” era uma geladeira e não um armário. Pensando nisso, a fabricante americana “Kelvinator” passou a enviar estátuas de pingüins para os lojistas. Os tais pingüins deveriam ser colocados sobre as geladeiras chamando a atenção dos compradores e reforçando a idéia de que aquele produto era uma geladeira. A idéia deu super certo e caiu no gosto do consumidor. A partir de então os compradores pediam para levar junto com a geladeira, o pingüim. E daí o pingüim tornou-se um brinde meu bem.. E a tal estratégia de marketing acabou se espalhando mundo a fora. Simples não?
Bom, para ser mais exato, eu convivo com os pingüins de louça desde menino. E, que eu lembre, sempre mantive uma ótima relação com eles. Minha irmã mais nova é que implicava com o coitado. Existia um na minha casa e “outros” espalhados pelas casas das minhas avós e tias. Na verdade, os pingüins de louça decoravam 9 entre 10 refrigeradores pelo Brasil a fora. E tornou-se um objeto obrigatório nos topos das geladeiras das casas dos anos 50/60 e 70.  O autêntico pingüim de geladeira era de porcelana, nas cores preto com branco, media uns 25 centímetros (altura) e tinha bico e pés dourados. A moda “pinguiniana” deu origem a outros tipos de acessórios para geladeiras, como por exemplo, o pingüim feito de pano (com enchimento de espuma) ou confeccionados em crochê, que vestiam as alavancas das portas das geladeiras, que na época, insistiam em dar choques elétricos na família inteira. E tem mais, até brigas familiares foram provocadas para decidir quem ia ficar em cima do refrigerador... Se o pingüim, Santo Antônio ou o São Jorge Guerreiro. Enfim, aqui no Brasil, dizem que a moda do pingüim só começou na década 50, quando era super chique e elegante ter uma geladeira em casa. Décadas depois, quando as geladeiras se popularizaram e perderam seu status, os coitados dos pingüins também despencaram socialmente, e quase foram expulsos das cozinhas. Mas como o tempo transforma conceitos, e aquilo que um dia foi considerado brega, torna-se “kitsch” logo, logo.... Como é o caso dos pingüins de geladeira atualmente. Hoje você já encontra pingüins estilizados, com cachecol envolto no pescoço, tomando chopp, de gravata e até pingüim funkeiro. Eu, particularmente, gosto do pingüim clássico, aquele bem tradicional e sem “riquififes”. Afinal de contas não é todo “Bibelô Antártico” que tem potencial para ressurgir do passado e se tornar “cult”. E por falar em resgates... Adoraria ter um Anão de Jardim!