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terça-feira, 1 de março de 2011

DESMANTELO SÓ PRESTA GRANDE!


Quem passeia por aqui já sabe... Eu adoro contar umas históriolas da minha vida, da minha terra e dos meus amigos. Também, depois de quatro décadas habitando esse mundão de meu Deus... Hummmmmm! Pudera. Tenho histórias pra fazer inveja a Sherazade meu bem. Umas alegres, espirituosas, hilárias e tal. Outras tristes, jururus e sorumbáticas. Mas a história que vou contar hoje é cheia de nojentisse e porcaria... Que foi? Tá olhando assim pra mim por quê? Também sei contar imundices... De vez em quando tiro umas assim, do gênero, lá do fundo de meu baú catrevagístico. E como minha memória é de elefante, daí me acabo nas minúcias...

... Foi com 14 anos que deixei minha terra Natal (Itapetim) e vim pra Recife estudar. Finalmente! Juntar-me-ia aos meus outros dois irmãos que já se encontravam por lá. No dia da minha partida fiquei de levar comigo, por insistência de minha mãe, a empregada lá de casa: Lucinha. “Coisas” de mãe zeloza, sabem como é. Enfim, o ônibus pinga-pinga da finada “Leão do Norte” com destino à Recife, sairia às 10:00 da manhã. Tudo pronto. Eu feliz, meus pais confiantes e Lucinha com cara de enterro... Perguntei:

- “Quéquitu” tem Lu?
- Tô cum medo de vomitar e me cagar todinha dento do “ôimbo”.
- Ô mãããe!!! Pelo amor de Deus venha cá.

Então minha mãe – calmamente - explicou que ela era dada a uns enjôos e, “às vezes”, tinha desarranjos intestinais quando viajava de ônibus. Mas que eu não me preocupasse: “Era tudo psicológico”. Daí minha mãe me deu uma cartela com 12 comprimidos de Dramin, caso ela enjoasse, podia dar. Acreditei né! Minha mãe falou, tá falado. O ônibus partiu. Cadeira 13, janela (sentei!). Cadeira 14, corredor... Lu, não quis sentar. Trocamos de cadeira. Olhei pra ela, tava quieta. Quase uma estátua sentada, só batia os olhos e o coração. Estranhei uma coisa, na mão esquerda ela segurava uma chave de metal, e na outra, um punhado de casca de laranja cravo. Isso sem falar na garrafa de álcool enrolada num pano e presa nas cochas.  E abusada, disse-me: “Sempre viajei assim, tá!”. E era um “cheira-cheira” sem fim nas cascas de laranja que dava agonia. Sim! Outra coisa, falou também que havia colocado um esparadrapo no umbigo em forma de cruz. Juro! Foi aí que comecei a ficar com medo dos “pantim” de Lucinha... Mas não deu vinte minutos de estrada, Lucinha começou a fazer careta, “inguiar” e por a mão na boca. Pronto! Assim começou o maior espetáculo do Vale do Pajéu. O sol de quase meio dia esquentava o juízo dos passageiros e Lucinha lá, “inguiando” a cada dez minutos. Um tormento danado... Tadinha! Franzia a testa e lá vinha a náusea do estomago pra boca e depois, da boca para o estomago. Não pensei duas vezes, Dramin nela! E assim foi... A cada ameaça de vômito, um Dramin. Como assim!? Efeito colateral, princípio ativo, posologia... E eu lá tava interessado em contra indicação! Pra que é que serve bula de remédio numa hora dessas? Pra nada. Minha única preocupação era chegar ao Recife com Lucinha viva. E pra quem não sabe, são 424 km de Itapetim a Recife. Sentiram o drama né?  E haja estrada, poeira e enjôos.
Então caríssimos/as... Nesse ínterim, Lucinha já tinha colocado a cabeça pra fora da janela umas trinta vezes e... Nada! Só fazia “munganga”, “inguiar”, e cuspir o Dramin. Mas não era problema, eu dava outro Dramin na mesma hora. E nessa brincadeira a cartela de Dramin tava na metade. Os outros passageiros, incomodados, já haviam percebido a “marmota” nas cadeiras 13 e 14. Apóbi” de Lucinha já não tinha mais cor e nem força pra segurar o vômito. Foi ai que ela me disse:

- Acho que vou dar um “passamento”... Minha cabeça e minha barriga tão rodando. Num tô enxergando mais nada.

- Pelo amor de Deus! Acorda Lucinha... Pare já de revirar os olhos. Você não pode morrer agora! Espere pelo menos chegar numa rodoviária...

Assim que acabei de dizer isso... O ônibus deu um “solavanco” e a coitada não segurou mais nada. Soltou as cascas de laranja, a chave e o vômito. Fez o serviço ali mesmo... Foi vômito pra tudo quanto era canto. E o que é pior, em cima dos meus pés. Daí aquela coisa nojenta começou a escorrer por debaixo das poltronas, depois foi abrindo um caminho visguento pelo piso esborrachado, pelas frisas de metal e exalando um mau cheiro terrível. Porcaria né!?... A essa altura, o motorista e os passageiros estavam putos da vida com a presepada de Lucinha. Mas fazer o que? O negócio era esperar pela rodoviária mais próxima e pronto! Enquanto isso eu e Lucinha, “mortos de vergonha”, permanecemos em pé ao lado das poltronas vomitadas. Claro que todos e todas olhavam pra gente com cara de pena e nojo. Mas tem sempre um “inxirido” que tira onda com a desgraça alheia: “Vai ver ela ta recebendo um “santo” e não sabe...”. E como quem diz o que quer, escuta o que não quer. Disse-lhe: “Ela não é mãe de santo não, viu moço. Mas eu, pra receber uma pomba-gira e rodar a baiana com a sua cara, é daqui pra li”. Calou-se! Nessas horas eu arranjo coragem até pra mamar em onça meu bem...
Geeeeente! Essa estória ainda não terminou e vocês não sabem da missa um terço... A “pop star” dos ônibus intermunicipais – Lucinha – começou a cruzar as pernas e dizer que estava com uma “gastura” no pé da barriga. Já imaginaram né? Pois é! O excesso de Dramim já tinha começado a fazer o efeito contrário. Daí ela começou a suar frio e ter arrepios a cada cinco minutos. Fez das tripas coração pra segurar a vontade, mudou de pensamento, buscou ajuda nos santos e... Até que enfim! Uma rodoviária. Descemos feito dois loucos. O problema é que numa hora dessas, parece que o danado do intestino adivinha a proximidade do banheiro. Sente quando a privada tá ali, a espera... Aí tem jeito não! Tudo que estava preso começa a se soltar e a vontade triplica. E foi assim que o desmantelo aconteceu... Não deu tempo e Lucinha acertou tudo, menos a privada. Por nossa Senhora dos Remédios, eu juro! Não ficou um lugar para pisar nem encostar. Papel higiênico?!  Quem já viu papel higiênico em rodoviária de interior, me digam? E mesmo se tivesse dez rolos de papel higiênico e mais duas dúzias de papel de enrolar pão, não dariam conta de limpar o banheiro da rodoviária. O jeito foi apelar para as meias, pois a calcinha já era. Enfim, o estrago foi tão feio que tive que abrir as malas e tirar roupas limpas, tanto para mim, quanto para ela. Quanto ao o banheiro? Ah! Só vassoura, pano de chão e pinho sol dava jeito. E pra completar essa estória... Um desses cachorros de rodoviária resolveu sair cheirando os fundose os fundo dair cheirando meus pr uma roupa limpa para ela e para mim. da saia de Lucinha até o ônibus, pode um negócio desses. É por isso que eu digo: Desmantelo só presta grande meu bem... E tenho dito!

Dedico este post ao Dilberto L. Rosa e a "todos e todas" que sabem apreciar uma boa crônica sem intimidar-se.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O GOSTO DA SAUDADE COM KOLYNOS. AHHH...!


Kolynooos... Ahhh!!! Geeente, é praticamente impossível esquecer essa marca, né não?  Ela foi a mais poderosa de todas as marcas de creme dental no Brasil. E até hoje é a mais lembrada pelos saudosistas de plantão. Essa “danada” foi criada nos Estados Unidos em 1908 e chegou ao nosso país em 1917, trazida pela importadora Casa Círio do Rio de Janeiro. Somente em 1929 é que passou a ser produzida no Brasil.
 Anúncio do ano de 1908
 Os primeiros anúncios do creme dental Kolynos, no Brasil , apareceram a partir do ano de 1917. Sempre enfatizando o slogan "Limpa e dá brilho aos os dentes”.
Anúncio de 1938
Sem dúvida, a marca Kolynos já virou um tradicional relicário na memória dos brasileiros. Mas tradicional mesmo foi a embalagem do produto... Permaneceu fiel as cores verde e amarelo até o fim.
Anúncio de 1939
Anúncio da década de 40.
Anúncio da década de 40.
 Anúncio da década de 40.
Anúncio da década de 40.
Estrelas internacionais emblematizavam os anúncios da Kolynos.
Carmem Miranda como garota propaganda do creme dental Kolynos em 1946.
Anúncio da década de 50.
 Anúncio da década de 50
Anúncio da década de 50.
Anúncio da década de 50.
Anúncio da década de 50
Anúncio da década de 50.
Os primeiros anúncios de Kolynos enfatizando o sonoro e conhecido bordão: "Ah...!  Kolynos”, surgiram em plena década de 50. Então o consumidor, definitivamente , fixou na memória o slogan do produto. E a partir daí nascia o “Ah!...” de Kolynos que foi se desdobrando ao longo dos anos. Esse foi um dos slogans mais emblemáticos da propaganda brasileira. E durante quatro décadas, através dos jingles, comercias e propagandas, o “Ah...!” de Kolynos deu significado a uma combinação de imagens envolvendo água, gelo, frescor, gente bonita e muitos mergulhos em piscina. (dava uma inveeeeeja!). Na minha cabeça ficou registrado para sempre, o seguinte bordão: “O gosto da vitória. Kolynooos... Ah!”. Saudades da minha infância nos idos anos 70/80.
Anúncio da década de 50
Anúncio da década de 50.
Na TV, além dos comerciais, a Kolynos se destacou como patrocinadora de diversas novelas, seriados, programas e grandes promoções envolvendo centenas de prêmios.
E os seriados... Quem não lembra do seriado “Lassie” patrocinado pela kolynos? As chamadas iniciais diziam assim: "O famoso creme dental Kolynos, kolynos super branco, kolynos com flúor, Kolynos clorofila e a escova dental kolynos apresentam: “Lassie”... Mais um espetáculo Kolynos, Ah...!!!! " 
A novela  " A Deusa Vencida " e  Kolynos.
A novela “A Deusa Vencida” da extinta TV Excelcior, dirigida por Walter Avancini. Foi uma das novelas da década de 60 patrocinada pela Kolynos. E no decorrer dos anos varias novelas foram exibidas sob o signo do saudoso creme dental Kolynos... Quanta recordação!
Anúncio de 1962.
Anúncio da década de 60
Anúncio da década de 60.
O creme dental Kolynos desapareceu das prateleiras dos supermercados, farmácias, lojas e afins em 1997, por decisão do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O tal órgão tomou essa medida depois que a multinacional Cogate-Palmolive comprou a empresa e assumiu grande parte do mercado nacional de pastas de dente. Foi uma forma de evitar o surgimento de um grande monopólio por parte da Colgate-Palmolive.
Mas a Colgate-Palmolive, que não é boba, transferiu todo o arcabouço de produção e estratégias de mercado da vetada Kolynos, para uma nova marca. O que provocou o lançamento de um “novíssimo” creme dental: Sorriso. Análogo ao saudoso Kolynos. 
A “nova” marca Sorriso é praticamente igual à “finada” Kolynos. Quase um clone, a começar pelo fato de que Kolynos, em grego, significa sorriso. E sem falar que o “Bebê Sorriso” possui as mesmas características, design, embalagem e cores iguais a da falecida.
A última remessa do creme dental Kolynos foi fabricada em maio de 1997. Na embalagem do produto vinha dizendo a seguinte frase: “Kolynos vai sair de férias, mas a gente vai continuar a cuidar do seu Sorriso”.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O INESQUECÍVEL TOBOGÃ DOS ANOS 70.


"Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, TOBOGÃ
Eu acho tudo isso um saco...”
(Ouro de tolo- Raul Seixas)

Ah! Grande Raul... Dar pipoca aos macacos, concordo. Super chato! Mas escorregar  num Tobogã em plena década de 70 era um barato total. Falo sério! Rolava um “barato” meeeeesmo. Uma descida insana com direito a medo, frio na barriga e vômitos no final.... Eu mesmo, saía de lá tonto e vendo luzes coloridas piscando. E olhem que eu só tinha oito prá nove anos... Enfim, Tobogã era um escorrego gigantesco com ondulações sinuosas em sua rampa. Alto pra dedéu!!! E prá descer era super simples... Você sentava num tapete ou saco de estopa  (por vezes  sujo e/ou fedendo a xixi), levava um empurrão de quem não conhecia e descia tobogã á baixo... Eu adorava!!!! O Tobogã tornou-se uma febre nacional na década de 70. E na maioria das grandes capitais brasileiras existia sempre um Tobogã montado, fosse numa praça, num parque ou jardim zoológico. Pois acreditem! Os Tobogãs já foram sinônimo de avanço, desenvolvimento e modernidade. E deu status de “cidade próspera” às capitais que os acomodava. Aqui no Recife existia um Tobogã em plena rua da Aurora. Ele ficava às margens do capibaribe... Era nele que eu e meus irmãos nos esbaldávamos nos finais de semana. Atenção Caríssimos e Caríssimas... Não confundam o inesquecível Tobogã dos anos 70 com o Toboágua dos parques aquáticos de hoje. Pois ambos, ao meu ver,  possuem histórias e singularidades beeeem distintas. 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ENTÃO É NATAL .... HOU, HOU, HOU!!!

Então é Natal meu bem... A data festiva mais celebrada no mundo inteiro e comemorada por nós - aqui no Brasil - da forma menos brasileira possível. Tô mentindo? É só o que vemos: Papai Noel, trenós, pinheiros, neve, pisca - pisca, chaminés, renas, avelãs, pinhão, amêndoas, nozes, duendes, Finlândia, Lapônia, Estônia e jingle Bells. Nada a ver! Pelo menos aqui no nordeste... Mas fazer o que né? Desde que eu me entendo por gente sempre foi assim... Tudo muito Glacial! Nesse ambiente gelado (brrrrrr!!!) construímos nossa identidade natalina. E que eu saiba, não podemos fazer mais nada. Falo por mim. Pois por mais que eu queira pensar que no mês de dezembro eu “moro num país tropical...” Hou, Hou, Hou. Não consigo. Em dezembro, o Polo Norte é aqui! Você abre a janela de sua casa e tudo esta enregelado de Natal. Lojas, casas, edifícios, praças, coisas e tal. E eu quero confessar: Me acostumei com tudo isso! Não vou mentir... O clima nórdico natalino tem o cheiro de mim mesmo quando pequeno. Fui criado acreditando que dezembro era o mês mais importante e mais gelado do mundo i-n-t-e-i-r-o; que o menino Jesus renascia todo 25 de dezembro numa manjedoura e que o Papai Noel era um velhinho “justo”e rico que saia por aí distribuindo presentes pra criançada. Isso sem falar que em dezembro existiam lapinhas, festas, missa do galo, ceia farta, roupa nova, show do Roberto, presentes, férias e o final de ano. Foi esse o clima natalino que ficou registrado, sedimentado e carimbado na minha mente e em meu coração. Agora não da mais para descontruir... Esta tudo entranhado dentro de mim! Somente a partir de janeiro é que vou cantar :“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza!!! E em fevereiro, tem Carnaval...”(Jorge Ben Jor) E vamos combinar, vai... Clima gelado no Carnaval só o da cervejinha, né mesmo?
Definitivamente! Não existe época melhor pra ser criança do que o mês de Dezembro. Ah! Lembro-me com carinho dos meus primeiros natais... Assim que findava novembro era um alvoroço lá em casa. Tudo porque já estava na hora de montar a árvore de Natal. E numa única tarde enfeitávamos a casa com bolinhas coloridas, pisca-pisca, velas vermelhas, guirlandas, lapinha, pinhões (pintados de dourado), festões, bicos, fitas e algodão se passando por neve. Naquela época o Natal tinha mais magia, sei lá... Eu na véspera sequer dormia, ficava embolando na cama. Minha irmã caçula quando ficava ansiosa mijava na cama. E se mijar na cama já viu né? “Nadica” de presentes. Dormia de fraldas - tadinha - e, na marra. Mas valia tudo meu bem! Tratava-se do presente de natal... E vai que ela mija em cima do tão esperado presente? Pesadelo total!  Enfim, a expectativa era enorme para acordar, olhar embaixo da cama e encontrar o presente. Lá em casa nunca existiu essa estória do Papai Noel dar presente pra nós. Sempre soubemos que nossos pais, tias e avós eram os presenteadores. O lema era o seguinte: Mereceu? Então ganha presente. Não mereceu... Um equívoco! Pois ganhei vários presentes e nunca fiz por merecer... Bom! Isto é uma outra história (rs,rs,rs...). Foi uma época realmente mágica!  Passávamos a noite toda deitados no chão, brincando com nossos presentes e desejando os presentes uns dos outros… Ô tempo!
Todo final de ano minha mãe, juntamente com minhas tias, iam para o centro da cidade fazer as compras de natal e ano. E sempre nos levavam juntos (eu, meus irmãos e meus primos) pra escolher os presentes, comprar sapatos, meias, cortes de fazenda (pano) e roupas novas. E essas mesmas roupas iriam servir para todas as festas, aniversários, 15 anos e batizados que por ventura surgissem no primeiro semestre do ano que estava por vir.  Shopping Center? Existia não meu bem. As compras eram feitas nas lojas ao longo das ruas comerciais. Pagamento com Cartão de Credito? Nem se escutava falar em Cartão de Credito. Era tudo na base do Crediário dividido em “suaves” parcelas com juros que custavam os olhos da cara. Existiam crises e mais crises econômicas meu bem... Tempos de inflação, FMI e dólar nas alturas. Tá pensando que as coisas eram assim, fáceis de ter. Nãããão! Tinha gente que abria crediário pra tudo. Até  para pagar a prestação de um desodorante.... Hoje é tudo muito fácil! Pois se depender das financiadoras, e se agente concordar, elas parcelam até a vida no cartão da C&A meu bem...
Esse era o período que meus pais recebiam minhas tias, meus avós, meus primos... Tudo era festa. Daí ele mandava pintar a casa, limpar a fossa e ajeitar o telhado. O entra e sai de pedreiros e o cheiro da tinta tomava conta de tudo. Mas eu e meu irmão nos divertíamos assim mesmo... Principalmente na hora de retelhar o terraço pra tapar as goteiras. E lá estávamos nós, a espera dos entulhos que normalmente surgiam após a varredura... Bolas murchas, cabeças e braços das bonecas da minha irmã, bolas de gude, soldadinhos e índios de plástico, metade do time de futebol de botões e até dente de leite enganchado nas linhas de bordar da minha avó. Ô saudade grande! E depois de tudo arrumado, casa cheia, paredes pintadas e fossa limpa... Repito, tudo era uma festa.
A primeira coisa que meu avô paterno fazia quando o ano novo chegava, era trocar os calendários de farmácia pendurados na parede. Pronto! Era como se fosse um selo de garantia e esperança para o ano todo. Nesses calendários ela marcava o período de safra e entresafra.  Meu avô costumava espalhar calendário pela casa toda... E depois minha avó vinha com o dela (calendário com todos os santos do dia) e pregava próximo ao oratório. Era ali, junto aos santos, que ela marcava suas missas, fazia suas promessas, seus pedidos e desejos para o ano novo. Ela sempre me dizia que promessas e desejos revelados não vingavam. Portanto, foi com ela que aprendi a não revelar os meus planos e desejos (mais secretos) para o ano novo. Só revelo meus desejos mais comuns e bizarros. Este ano, por exemplo, eu tenho dois desejos super bobos. Primeiro: Desejo que a garota Maísa do SBT cresça rápido... Pois já não agüento mais! Pelo amor de Jesus... E Deus me livre que ela termine como o eterno garoto Ferrugem, que até um dia desses estava na MTV, do mesmo tamanho e com a mesma cara... Não suportaria! E a Segunda é que esse ano tenha menos mulheres frutas. Já que sou sensível à frutose (rs!) Que foi! Falei Bobagem é?? Mas é isso mesmo... Só revelamos aquilo que nos convém. E eu confesso: Morro de medo de olho grande! Brincadeira...he,he,he.
Eu não sei o que dava (e acho que ainda dá!) nos adultos pra pensar que toda criança gosta de tirar fotos com Papai Noel. Ele podia, e pode, até ser bonzinho coisa e tal. Mas eu sempre achei Papai Noel um “saco” (desculpas! Tá, Papai Noel...). Quando criança eu não fazia diferença entre Papa Figo, Véio do saco e Papai Noel, para mim, eram a mesma coisa. Morria de medo e abria o berreiro ali mesmo, na cara do Papai Noel. E o pior é que mesmo aos berros minha tia insistia pra que eu sentasse no colo do Papai Noel pra tirar uma foto....Ôxe! Trauma Mortal. Lá em casa aprendemos a ver Papai Noel como uma espécie de boneco, uma figura emblemática do Natal e só. Algo típico pra época, mas que nunca foi um personagem bíblico ou santo católico. Eu, na minha inocência, cheguei a pensar que Papai Noel fosse um dos três reis magos... Mas minha avó sempre teve o cuidado de nos dizer quem era quem no evangelho. E sua maior preocupação era de dar crédito ao dia 25 de dezembro à quem de fato era de direito: O dia do nascimento do Menino Jesus!
Geeeente!!! Shopping Center em época de Natal é quase um “puxadinho” da casa do capeta. INFERNO TOTAL! Pois é... Fui forçado a entrar no Shopping e dar uma passada na ótica pra pegar meus óculos que estavam no conserto e... Mais nada. Andei alguns metros e desisti. Preferi ficar “cegueta” até o Natal terminar. E o que é pior, assim que entrei, e já sem paciência, fui obrigado a escutar pela milésima vez (só esse ano) a faixa número um do Cd de Natal de Simone: “Então é Natal...” Uma tortura né? E parece que o shopping e todas as lojas só sabem tocar essa música. E acreditem, ainda tive que enfrentar fila pra pagar o estacionamento com essa música na cabeça. Juro! Quis morrer. Principalmente naquela hora que Simone começa a gritar chamando por Hiroshima e Nagasaky. Definitivamente! Foi o fim da picada meu bem... Fiz uma promessa de nunca mais entrar num shopping nesse período. Só os desesperados se atrevem, eu? Nunca mais.
Ô Deus! Quanta saudade dos cartões de Natal recebidos pelos correios. A grande maioria dos cartões fazia jus ao espírito natalino. As imagens retratavam o nascimento do Menino Jesus, a lapinha, a manjedoura, os três reis magos, os animais... Era uma verdadeira tradição a troca de cartões natalinos. Hoje você recebe trezentos e vinte e sete e-mails enviados em bloco, e com poemas “alêius” que ninguém sabe de quem é. Todos cheios de frufrus e bichinhos animados brilhando... A Igreja católica que me absolva se eu estiver errado, mas o Natal em Cristo - infelizmente - vem perdendo a importância religiosa para os ocidentais. Só nós, os mais tradicionais, é que celebramos por direito esse que é o dia do Nascimento do Menino Jesus. Uma pena!
Apesar dessa onda “gelada” que nos acompanha há tanto tempo, nós temos um natal bem brasileiro sim. É só escarafuncharmos nossa cultura e encontraremos um natal festivo, com muita música, verão, zabumba, sanfona, saia de chita e danças. Estou falando do período que abre passagem para os folguedos dos santos reis. Quem nunca escutou falar do pastoril? Um bando de lindas pastoras que cantavam tomando partido e, disputando, umas com as outras, em favor dos cordões azul e encarnado. Tinha a mestra, a contra mestra e a Diana que não tinha partido. Eita tempo bom!!!! E viva o cordão encarnado... E viva o cordão azul! E vivas ao menino Deus! Esse é que é o natal do nosso Brasil. Né, amigo Paulo Patriota?
Sempre gostei de romper o ano em casa e depois ir a praia. E chegando lá, fazer uma oração,  meditar e jogar flores ao mar pra Nossa Senhora/Iemanjá. Só que isso foi há muito tempo atrás... Antes de invadirem nossa praia. Certa vez eu fui jogar flores pra Iemanjá na praia de boa viagem e dei de cara com um show de Elba Ramalho... Juro que me espantei!!!! Assombrei-me com ela (Claro!) e com o montão de gente que passou a invadir as praias de Recife na noite da virada de Ano. Poxa! E eu que gostava tanto de ver as oferendas na areia, com direito a flores, perfume de alfazema, champanhe sidra e leite de rosas pra Iemanjá Rainha. Tudo dentro daqueles barquinhos comprados no Mercado São José... Ei! Que foi? Sou eclético nas minhas crenças e daí? Passeio por todas as religiões... E eu adoro rituais religiosos, simpatias, crendices. Afinal tudo pode acontecer no ano que se aproxima. E eu sou o tipo da pessoa que curte essas “superstiçõezinhas” de ano novo : Saltar sete ondas; colocar 03 caroços de romã dentro da carteira; vestir cuecas novas na cor branca; tomar banho de arruda; comer 12 uvas verdes; dar 03 pulinhos; dançar ao redor de uma árvore e tantas quantas aparecerem... Muita coisa da certo. E Lóóógico, outras não. Essas que não dão certo eu despacho num montante só, feito um ebó pesado nas encruzilhadas da vida. Feliz Natal e Feliz Ano Novo meus Caríssimos e minhas Caríssimas... Um beijo enooorme!

sábado, 11 de dezembro de 2010

EU JÁ FUI UM VICIADO EM KI SUCO !


Era uma vez um envelopinho contendo um pó colorido nos mais diversos sabores. Daí uma jarra sorridente - com um litro de água em seu bojo - recebe feliz o tal pozinho colorido. E como num passe de mágica, em poucos segundos, pó e água se misturam dando origem a um “delicioso” refresco. Refresco esse que há mais de 80 anos ainda permanece no imaginário das famílias do mundo inteiro. Aqui no Brasil ficou conhecido como: Ki Suco!!! Lembram dele??? Então... Ele tornou-se a forma mais prática, econômica e rápida de matar a sede. Bastava um ou mais pacotinhos, água, gelo, açúcar e a folia da meninada estava pronta. Por décadas ele foi a grande novidade nas festinhas infantis, nos aniversários, na merenda da escola, no lanche da tarde, nos aniversários das bonecas, nos piqueniques e em tudo que era lugar... Até em velório o Ki Suco era servido. Eita tempo bom!
 O “popularíssimo” Ki Suco nasceu em 1927 nos EUA com o nome de Kool Aid. Quem o inventou foi o casal Edwin e Kitty Perkins, donos de uma empresa de sucos concentrados e engarrafados. Mas o produto oferecido por eles era bastante caro, quebrava e/ou estragava com facilidade. Ao tentar encontrar a solução, transformou o suco em pó e, no ano seguinte, lançou o novo suco no mercado. O refresco teve um sucesso tão instantâneo nos Estados Unidos e depois na América Latina, que a empresa se desfez de todos os outros produtos e se dedicou apenas ao refresco em pó Kool-Aid. Atualmente o Ki Suco sumiu da mesa das famílias brasileiras, mas continua presente em mais de 80 países e possui cerca de 20 sabores diferentes.
A Jarrinha Sorridente !
Em 1961 o produto foi lançado no Brasil, a princípio, com o nome de Q-Suco (com Q no inicio). Somente no ano de 1964 os envelopes do produto foram modernizados para receber a imagem da simpática Jarrinha sorridente criada dez anos antes. E para promover ainda mais o produto, milhares de jarras de plástico foram dadas como brindes. Já no finalzinho dos anos 60 o Q-Suco passou a se chamar KI-SUCO.
Tudo isso devido ao Q-Refresco que também ganhava espaço no mercado. Na minha época só havia um concorrente para o Ki Suco: O também “delicioso” Q-Refresco. Sua embalagem continha figuras de animais fazendo a maior festa num mar de suco “coloridíssimo”. Tinha baleias, focas, hipopótamos, elefantes, entre outros. Cada animalzinho correspondia a um sabor... A marca Q-Refresko surgiu na década de 60 e foi fundada por ex-sócios e ex-funcionários da Kibon. Esta marca existe até hoje em algumas cidades do interior. Eu, quando criança, achava que o Ki Suco tinha sido feito para toda a família e o Q-refresko tinha sido feito unicamente para crianças... Coisas de menino.
Quando íamos pra escola - eu e meu irmão - além do material escolar, levávamos um kit/lancheira completo. Na lancheira dele continha um discreto sanduíche de queijo, uma banana, um pirulito zorro e um guaraná caçula. Na minha lancheira constavam 03 mariolas, 08 embarés, 04 chicletes Ping-Pong, 04 pirulitos Zorro, 02 saquinhos de pipoca, 02 drops, 01 pacotinho de biscoito waffer de morango e uma garrafinha “super cheia” de KI SUCO de abacaxi pra beber junto com um “pastel de vento” (aqueles que eram vendidos na porta da escola). Não que a lancheira de meu irmão fosse mais privilegiada que a minha ou que eu fizesse questão - absoluta - de ser uma criança econômica bebendo Ki Suco ao invés do guaraná caçula... O problema é que eu era uma criança assumidamente viciada em doces, guloseimas e em tudo que não prestava (segundo minha mãe). E pra completar, um legítimo “dependente químico” do Ki Suco de abacaxi... Um exagero!
No ano de 1975 a famosa jarrinha sorridente ganhou um corpo, deram-lhe braços e pernas. A partir daí o mascote tornou-se uma figura constante em tudo que se referisse ao Ki Suco. O personagem se tornou tão famoso, mais tão famoso, que até ganhou o direito de ter seus pés gravados na Calçada da Fama, em Hollywood. Poderosa essa jarrinha, né não?
Hoje já não tomo mais refresco em pó de qualidade alguma. Mas saibam que minha convivência com o Ki Suco foi tão intensa e frequente que beirou o passional mesmo. Uma dependencia horrorosa! Pois só de me lembrar bebendo Ki Suco de abacaxi minhas papilas gustativas se ouriçam. Verdade!!!! Elas são capazes de resgatar o sabor do Ki-Suco de abacaxi onde quer que ele esteja... Eu juro! Geeente, eu bebi tanto Ki Suco na minha vida que vocês não imaginam. Acho que meus pulmões, rins, pâncreas e sei lá mais o que?! Até hoje estão tinturados por conta do Ki Suco. Na época eu nem queria saber se o Ki Suco era feito assim ou assado, se continha açúcar, fosfato de potássio monobásico, ácido cítrico, benzoato de sódio, sorbato de potássio, corantes artificiais, antioxidante... Ah! Pouco me importava na época. E acho que a maioria das crianças pensava assim também, afinal de contas o mais importante era o sabor e pronto. Éramos deliciosamente alienados e sequer sabíamos. Já as nossas mães... Hummmm! Essas eram antenadas por demais da conta.
Certa vez quando retornava da escola vi um amontoado de mães conversando no portão de minha casa. E dentre elas - lóóógico - estava a minha. Daí já foi me dando um coisa ruim sabe... Um frio esquisito na barriga. Que foi que eu fiz dessa vez??? Pensei. Mesmo assim me aproximei, dei boa tarde, entrei em casa e nada aconteceu. Ufa! Escapei... O negócio não era comigo. Mas mesmo assim fiquei encucado. Não era normal várias mães reunidas na porta da casa da diretora da escola (minha mãe era a diretora da escola na época)... Enfim, o mistério durou pouco. Assim que ela entrou em casa foi logo dizendo:

- A partir de hoje o Ki Suco ou qualquer outro pacotinho de refresco em pó está terminantemente proibido nesta casa. Escutou né?

Só fiz balançar a cabeça. O problema era com o Ki Suco e não comigo. Louco de quem questionar uma mãe numa hora dessas... O problema foi o seguinte, uma das mães leu na Revista “Fatos e Fotos” que a tinta (corante) do Ki Suco - no estomago de uma criança - fazia o mesmo estrago que um veneno pra matar ratos. E o que é pior, oito crianças já haviam chegado à óbito no interior do Paraná vitimadas pelo Ki Suco sabor uva. Que segundo ela, era o corante que mais matava. Pronto! Um bando de mães escutando um troço desses, já viu né? Pânico materno coletivo e total. A partir de então o Ki Suco foi proibido na escola, “na rua , na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê”. O Caos!
Na minha casa NÃO era proibido proibir... Portanto, o AI- KS (Ato Institucional anti Ki Suco) tornou-se inquestionável e já estava valendo. O coitado do Ki Suco entrou para a lista dos inimigos mortais das criancinhas desavisadas... Bom, minha primeira crise de abstinencia começou logo na hora do almoço. Como poderia sobreviver sem meu ki- suco de abacaxi? Geeente! Foi nesse momento que me percebí - definitivamente - viciado “nas tintas” do Ki Suco. Pois tudo se encaixava direitinho... O Ki Suco primeiro viciava e depois ia exterminando as criancinhas do nosso “Brasil Varonil”. Enfim, entrei em desespero... Será que minha mãe estava certa??? Me conformei: EU ERA UM VICIADO NO PÓ DO KI SUCO!!! E na hora do almoço implorei, chorei, argumentei e nada de minha mãe voltar à traz. Até contei pra ela que a prima da namorada do tio de um amigo meu havia bebido querozene com ki suco de uva e, de quebra, mais 05 cartela de Lactopurga - tudo junto e misturado - e tinha sobrevivido. E como é que eu, com um copinho de ki suco de abacaxi na hora do almoço, ia morrer?

- Parabéns pra ELA que não morreu. Disse-me minha mãe. Mas o Ki Suco VOCÊ NÃO BEBE MAIS! E vamos parar com essa ladaínha sem fim...

Como é que pode? Proíbem uma tranqueira deliciosa como é o Ki Suco e nos fazem tomar Emulsão de Scott todo dia. Isso não entrava na minha cabeça!!!
Essa história ainda não acabou nããããão... O Decreto Materno referendado pelo AI-KS se espalhou, cresceu e chegou até o recinto escolar. E o saldo de tudo isso foi repressão total ao Ki Suco dentro da Escola!!! No entanto - durante o recreio - ainda se via crianças com a língua roxa, amarela, laranja, vermelha... O problema meu bem, é que as professoras alertaram as mães sobre os malefícios do Ki Suco e esqueceram de avisar as tias que vendiam sacolé (de Ki Suco) na porta da escola... Não deu outra: sacolé, dindin, gelinho, geladinho, chupe-chupe, picolé de saquinho... Fosse o nome que fosse, estava proibido! Lembro que as tias do sacolé de Ki Suco se tornavam celebridades e eram adoradas pelas crianças da escola. Sério!!! Eu tive um coleguinha de sala cujo sonho era ser filho da tia que vendia sacolé... Mas coitadas das tias! Vendiam sacolé pra complementar a renda e foram banidas da porta da escola. Principalmente depois da história do aluno que perdeu dez quilos, ficou amarelo e todo desbotado. E a culpa foi de quem? Do sacolé de Ki Suco, lóóógico. Pois disseram que o menino chupou um sacolé de Ki suco de uva com 05 martelos dentro. Como assim martelos? “Martelo” era o nome que se dava às larvas dos mosquitos antigamente. Tendeu?! Ah, essas histórias... O bom é que o tempo por si só desmistifica tudo. E quanto ao AI-KS? Ora! Não vingou por muito tempo. Foi desaparecendo tal qual a cor da tinta nos sacolés de Ki Suco que vão enfraquecendo, enfraquecendo e... Somem. Pois na medida em que são chupados viram gelo. O Decreto Materno derreteu com o tempo!!! Confesso que não deu dois meses e lá estávamos nós na porta da escola comprando sacolé de Ki Suco novamente. Inclusive, o menino magrelo, amarelo e desbotado.
O Ki Suco hoje faz parte da Memória Nacional. Pois quando escutamos falar em refresco em pó o que ainda nos vem à cabeça é o Ki Suco. E todo mundo já saboreou - pelo menos uma vez na vida - um gostinho que fosse do Ki Suco de Morango, Cereja, Framboesa, Abacaxi, Uva, Laranja, Limão, Groselha... Desde 1900 e bolinhas que o Ki Suco (Kool Aid) existe e marca presença no mundo inteiro. Mas aqui no Brasil – infelizmente - perdeu sua supremacia por conta das diversas fusões empresarias e pela chegada de novos e fortes concorrentes.
Atualmente o mercado está cheio de rivais, entre os quais o Tang, que a meu ver, foi o grande facínora da brilhante trajetória do nosso memorável Ki Suco, pois quando ele surgiu, o Ki Suco praticamente desapareceu. O produto diminuiu sua importância, marca e aceitação no mercado para produtos como: Frisco, Mid, Fresh, Camp, Sukest, Fit, Qualimax, Clight e tantas outras. Mas para mim todas essas marcas são iguais e nenhuma delas se aproxima do carisma do Ki Suco com sua Jarrinha Sorridente. Eu adorava Ki Suco e você?