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sábado, 11 de junho de 2011

O PINGÜIM DE GELADEIRA NÃO PERDE A POSE!

Confesso sem a menor cerimônia: Adoro o charme retrô dos Pingüins de geladeira! Eu crio um, sabiam? Ele "ainda" possui trema na letra Ü, é de louça e mora em cima da minha geladeira... Pronto, falei. Há quem ainda o considere brega. Mas eu? Não! Particularmente, acho o “Spheniscus magellanicus geladeirum”, ou melhor,  o Pingüim de Geladeira, o maior “monumento vivo” do retrô  pós moderno. É certo que até bem pouco tempo ele era considerado um “bibelô” de extremo mau gosto. Mas os Pingüins retomaram seu posto nas cozinhas do mundo inteiro e agora são vistos como “cult”, “kitsch” e “Super Mega Retrô”. Colecionadores afixionados por pingüins  vasculham antiguários atrás dos modelos dos anos 40, 50, 60 e 70. Com direito a origem e pedigree devidamente comprovados. E o bom de tudo isso é que mesmo amados e ou detestados, os pingüins permanecem lá, bem no topo das geladeiras... Mas como é que eles, os pingüins, foram parar lá? Dizem que no começo da produção dos antigos refrigeradores (década de 40), as geladeiras possuíam acabamento parecido com grandes armários e ocupavam muito espaço, bem diferente das atuais. E isso demandava um grande esforço por parte dos vendedores, que faziam de tudo para chamar a atenção da freguesia e alertar que aquele “móvel” era uma geladeira e não um armário. Pensando nisso, a fabricante americana “Kelvinator” passou a enviar estátuas de pingüins para os lojistas. Os tais pingüins deveriam ser colocados sobre as geladeiras chamando a atenção dos compradores e reforçando a idéia de que aquele produto era uma geladeira. A idéia deu super certo e caiu no gosto do consumidor. A partir de então os compradores pediam para levar junto com a geladeira, o pingüim. E daí o pingüim tornou-se um brinde meu bem.. E a tal estratégia de marketing acabou se espalhando mundo a fora. Simples não?
Bom, para ser mais exato, eu convivo com os pingüins de louça desde menino. E, que eu lembre, sempre mantive uma ótima relação com eles. Minha irmã mais nova é que implicava com o coitado. Existia um na minha casa e “outros” espalhados pelas casas das minhas avós e tias. Na verdade, os pingüins de louça decoravam 9 entre 10 refrigeradores pelo Brasil a fora. E tornou-se um objeto obrigatório nos topos das geladeiras das casas dos anos 50/60 e 70.  O autêntico pingüim de geladeira era de porcelana, nas cores preto com branco, media uns 25 centímetros (altura) e tinha bico e pés dourados. A moda “pinguiniana” deu origem a outros tipos de acessórios para geladeiras, como por exemplo, o pingüim feito de pano (com enchimento de espuma) ou confeccionados em crochê, que vestiam as alavancas das portas das geladeiras, que na época, insistiam em dar choques elétricos na família inteira. E tem mais, até brigas familiares foram provocadas para decidir quem ia ficar em cima do refrigerador... Se o pingüim, Santo Antônio ou o São Jorge Guerreiro. Enfim, aqui no Brasil, dizem que a moda do pingüim só começou na década 50, quando era super chique e elegante ter uma geladeira em casa. Décadas depois, quando as geladeiras se popularizaram e perderam seu status, os coitados dos pingüins também despencaram socialmente, e quase foram expulsos das cozinhas. Mas como o tempo transforma conceitos, e aquilo que um dia foi considerado brega, torna-se “kitsch” logo, logo.... Como é o caso dos pingüins de geladeira atualmente. Hoje você já encontra pingüins estilizados, com cachecol envolto no pescoço, tomando chopp, de gravata e até pingüim funkeiro. Eu, particularmente, gosto do pingüim clássico, aquele bem tradicional e sem “riquififes”. Afinal de contas não é todo “Bibelô Antártico” que tem potencial para ressurgir do passado e se tornar “cult”. E por falar em resgates... Adoraria ter um Anão de Jardim!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

QUE FIM LEVOU O SHAMPOO DE OVO ?

“Cabelo se lava com água de cacimba e sabão de coco”. Era o que dizia minha saudosa avó. Só que isso foi dito por ela há muitos anos atrás... Pois nas décadas de 60 e 70 a moda era outra. Sabe qual? SHAMPOO DE OVO. Sério! “Todas” queriam lavar suas lindas madeixas com o tal shampoo. Diziam na época (médicos e especialistas) que as propriedades da gema do ovo promoveriam o milagre da reconstituição capilar. Já viu né? Virou febre mundial. O que tinha de miss, ex-vedete e artistas usando e fazendo propaganda, não tava no gibi. Ou melhor, estava estampado em tudo quanto era revista da época. Daí eu pergunto hoje: Por onde anda o tão aclamado Shampoo de Ovo? Geeente! Ele simplesmente sumiu... Não se encontra mais em lugar nenhum. E pensar que naquela época só existiam shampoos para quatro tipos de cabelo. Ovo para cabelos normais, lanolina para cabelos secos, limão para cabelos oleosos e coco para cabelos opacos. E todos! Com Ph “descontroladíssimo”. Depois é que começaram a surgir os shampoos de babosa, camomila, ervas, amêndoas...

Hoje você encontra shampoo de tudo quanto é coisa e pra tudo quanto é tipo de cabelo. Eu mesmo já cansei de lavar minha cabeça com shampoo de andiroba, priprioca e buriti da Natura. Sem falar nos shampoos de mousse de chocolate e de pêssego (delícia!)... E tem mais, existe shampoo prometendo solução para todos os tipos de cabelo, sejam eles cacheados, cansados, rebeldes, nervosos, assustados e com síndrome do pânico. Tudo bem meu bem... A indústria da cosmiatria capilar hoje é poderosa e esta em alta. Mas naquele tempo não existiam chapinhas, escovas progressivas, hidratação de chocolate, cabelo trançado e colado fio a fio para ficar igual ao da moça da novela. No máximo, existia Hené maru para ficar igual ao cabelo de Eliana Pitman. Enfim, enquanto ninguém descobre o paradeiro do tradicional Shampoo de Ovo, eu ficarei me deliciando com as novidades em matéria de shampoos. Pois no dia em que a Natura lançar o shampoo de goiabada, ah!! Também quero.


domingo, 3 de abril de 2011

MISSIONÁRIAS DA CHAMA SAGRADA DE CANAÃ

Eu até gosto de ficar em casa aos domingos. Só assim me dou conta de que preciso arrumar minha bagunça. Mas tem domingo que você acorda com os “egss” virados e com vontade de mandar o Faustão pra casa do capeta e depois... Debandar por aí. Sei lá, sair pra sentir outros cheiros. Isso mesmo! Sentir o cheiro de vários lugares ao mesmo tempo. Coisa de doido, né? Mas foi isso que eu fiz. Peguei um táxi e fui aportar na Livraria Cultura. E num é que o cheiro que eu procurava estava exatamente ali, no meio de todos aqueles livros. Ah! No fundo eu já sabia: Não existe nada melhor para um domingo entediante do que uma boa livraria. Eu acredito até que o cheiro de um livro, novíssimo em folhas, é um ótimo remédio pra ansiedade. O Rivotril que me perdoe, mas é assim que penso. Bom, finalmente encontrei a pazzzzzz que precisava para o meu domingo. Li bastante, subi e desci escadas, tomei café, comprei alguns livros e DVDs. Gastei horrores, é verdade. Mas estava super feliz... Feliz até o momento em que resolvi descer para o setor de Esoterismo e Religião. Uma vez que precisava de material para o meu artigo: “Psicologia e a identidade mítica na Umbanda e no Candomblé”. E antes que me perguntem... Não! Eu não sou espírita, budista, judeu, católico, evangélico... Mas sou extremamente curioso e adoro passear por todas as religiões. O importante para mim é o Deus que sinto e não as tradições religiosas que a humanidade louva. Enfim, estava eu mais sossegado do que vaca na Índia, em frente à estante esotérica, quando percebo os olhares de três senhoras distintas. Até aí tudo bem. Super normal, né? Afinal de contas olhar não tira pedaço de ninguém... (rs!). E as olhadas, agora seguidas de sorrisos, continuaram cada vez mais intensas e freqüentes. Comecei a ficar incomodado. Resolvi pegar o Livro: “Das Macumbas à Umbanda”, de José Henrique Motta, e com toda a minha finesse de Agente Secreto, sai de mansinho, e bem tranqüilo, fui sentar para folheá-lo. Não deu outra, o trio “Amigas da Hebe Camargo” sentou num sofá de frente para mim. Era só o que me faltava: “Eu, sendo perseguido por três senhoras distintas e mal intensionadas”. Respirei fundo e pensei: “Calma! São apenas delírios persecutórios.” Mesmo incomodado com a situação, faz bem pro meu ego saber que aquelas senhoras distintas e tal, queriam dar pra mim, e quem sabe, fazer do meu corpo um parquinho de diversão. Ah! De repente me irritei, peguei o livro e me dirigi ao caixa. Foi aí que uma delas me entregou um papel e disse: “Por favor, guarde e nos faça uma visita.” Depois disso, o trio foi embora. Então pego o papel e leio:


“Seja ungido pela graça do Espírito Santo e conquiste o Reino dos Céus... Entregue sua vida ao Senhor Jesus e Ele o salvará das forças demoníacas. Vossa Senhoria está possuído, creia! Não se deixe levar pela seiva enganosa do mal. Nós, MISSIONÁRIAS DA CHAMA SAGRADA DE CANAÃ, convidamos vossa senhoria para participar da SESSÃO DO DESCARREGO. A sessão é ministrada pelo Pastor (fulano de tal) e acontece toda quinta - feira na IGREJA (de nome tal), situada da Avenida (de nome tal), Recife. "

Respirei fundo e fiz cara de Namastê para o rapaz do caixa. Pensei comigo: “Bando de filhas da mãe disfarçadas.” Só de pensar que elas, em sua missão salvadora, estavam ali na espreita de um otário para evangelizar. E que este otário, com cara de endemoniado, era eu. Sinceramente!! Isso é o que me dá raiva!!! Juro que eu não me ofenderia se elas me achassem com cara de pagodeiro, de freqüentador de Sexshop e até um provável consumidor da Erbalife. Receberia com prazer um folheto dizendo: “Perca 10 quilos em três dias”. Mas não, foram logo me identificando como alguém endemoniado ou coisa parecida. Eu mereço passar por tudo isso? Claro que não meu bem! Geeente... Sou educado e super da paz. Mas que deu vontade de mandá-las pra casa da mãe de Patanha... Ah! Isso deu. Não é culpa de Deus... Eu sei. Ele me ama! E jamais mandaria missionárias balzaquianas com fogo não sei onde, me doutrinar. Mas fazer o que? Se essas três malucas aparecem do nada, e resolvem me evangelizar, ou melhor, me exorcizar. Admito que na hora me senti quase uma “Linda Blair” prestes a vomitar verde e rodar a cabeça. Mas como tudo na minha vida eu transformo em farra e alegria. Não podia ser diferente... Portanto, quero mandar este recadinho em forma de post para as Missionárias da Chama Sagrada de Canaã:


Caríssimas Senhoras,

Sinto muito em desapontá-las, mas não irei ao encontro de vossas senhorias na referida Igreja. Nem se possuído estivesse, iria. E como costumo fechar todas as minhas pendências aqui, no plano terreno, não conseguiria esperar pelo “Juízo Final” para falar-lhes. Portanto, saibam que eu ainda não decidi se quero ir para o Reino dos Céus, tá! Enquanto isso, queiram ou não queiram vossas senhorias, eu serei sempre livre nas minhas crenças e no meu Deus! E mais, Canaãlizem esse fogo para debaixo da terra. E apaguem essa “chama” que lhes incendeiam em outro terreiro, aqui, comigo não. Mas cuidado, Joana D’arc morreu queimada na fogueira, mas era uma Santa da Igreja Católica. Quanto a vossas senhorias...

Definitivamente! Não suporto pessoas espaçosas e invasivas. Elas se acham as donas da verdade... E isso me incomoda por demais. E outra coisa, nunca pensei que algum dia eu fosse receber “span” numa livraria. Sim, porque isso que me entregaram foi um span panfletário. Como se não bastassem os spans de correntes sagradas que recebo via e-mail. E por falar nisso, por favor, alguém conhece algum “programinha” para evitar Missionárias do Fogo Sagrado de Canaã ? Também quero.

terça-feira, 1 de março de 2011

DESMANTELO SÓ PRESTA GRANDE!


Quem passeia por aqui já sabe... Eu adoro contar umas históriolas da minha vida, da minha terra e dos meus amigos. Também, depois de quatro décadas habitando esse mundão de meu Deus... Hummmmmm! Pudera. Tenho histórias pra fazer inveja a Sherazade meu bem. Umas alegres, espirituosas, hilárias e tal. Outras tristes, jururus e sorumbáticas. Mas a história que vou contar hoje é cheia de nojentisse e porcaria... Que foi? Tá olhando assim pra mim por quê? Também sei contar imundices... De vez em quando tiro umas assim, do gênero, lá do fundo de meu baú catrevagístico. E como minha memória é de elefante, daí me acabo nas minúcias...

... Foi com 14 anos que deixei minha terra Natal (Itapetim) e vim pra Recife estudar. Finalmente! Juntar-me-ia aos meus outros dois irmãos que já se encontravam por lá. No dia da minha partida fiquei de levar comigo, por insistência de minha mãe, a empregada lá de casa: Lucinha. “Coisas” de mãe zeloza, sabem como é. Enfim, o ônibus pinga-pinga da finada “Leão do Norte” com destino à Recife, sairia às 10:00 da manhã. Tudo pronto. Eu feliz, meus pais confiantes e Lucinha com cara de enterro... Perguntei:

- “Quéquitu” tem Lu?
- Tô cum medo de vomitar e me cagar todinha dento do “ôimbo”.
- Ô mãããe!!! Pelo amor de Deus venha cá.

Então minha mãe – calmamente - explicou que ela era dada a uns enjôos e, “às vezes”, tinha desarranjos intestinais quando viajava de ônibus. Mas que eu não me preocupasse: “Era tudo psicológico”. Daí minha mãe me deu uma cartela com 12 comprimidos de Dramin, caso ela enjoasse, podia dar. Acreditei né! Minha mãe falou, tá falado. O ônibus partiu. Cadeira 13, janela (sentei!). Cadeira 14, corredor... Lu, não quis sentar. Trocamos de cadeira. Olhei pra ela, tava quieta. Quase uma estátua sentada, só batia os olhos e o coração. Estranhei uma coisa, na mão esquerda ela segurava uma chave de metal, e na outra, um punhado de casca de laranja cravo. Isso sem falar na garrafa de álcool enrolada num pano e presa nas cochas.  E abusada, disse-me: “Sempre viajei assim, tá!”. E era um “cheira-cheira” sem fim nas cascas de laranja que dava agonia. Sim! Outra coisa, falou também que havia colocado um esparadrapo no umbigo em forma de cruz. Juro! Foi aí que comecei a ficar com medo dos “pantim” de Lucinha... Mas não deu vinte minutos de estrada, Lucinha começou a fazer careta, “inguiar” e por a mão na boca. Pronto! Assim começou o maior espetáculo do Vale do Pajéu. O sol de quase meio dia esquentava o juízo dos passageiros e Lucinha lá, “inguiando” a cada dez minutos. Um tormento danado... Tadinha! Franzia a testa e lá vinha a náusea do estomago pra boca e depois, da boca para o estomago. Não pensei duas vezes, Dramin nela! E assim foi... A cada ameaça de vômito, um Dramin. Como assim!? Efeito colateral, princípio ativo, posologia... E eu lá tava interessado em contra indicação! Pra que é que serve bula de remédio numa hora dessas? Pra nada. Minha única preocupação era chegar ao Recife com Lucinha viva. E pra quem não sabe, são 424 km de Itapetim a Recife. Sentiram o drama né?  E haja estrada, poeira e enjôos.
Então caríssimos/as... Nesse ínterim, Lucinha já tinha colocado a cabeça pra fora da janela umas trinta vezes e... Nada! Só fazia “munganga”, “inguiar”, e cuspir o Dramin. Mas não era problema, eu dava outro Dramin na mesma hora. E nessa brincadeira a cartela de Dramin tava na metade. Os outros passageiros, incomodados, já haviam percebido a “marmota” nas cadeiras 13 e 14. Apóbi” de Lucinha já não tinha mais cor e nem força pra segurar o vômito. Foi ai que ela me disse:

- Acho que vou dar um “passamento”... Minha cabeça e minha barriga tão rodando. Num tô enxergando mais nada.

- Pelo amor de Deus! Acorda Lucinha... Pare já de revirar os olhos. Você não pode morrer agora! Espere pelo menos chegar numa rodoviária...

Assim que acabei de dizer isso... O ônibus deu um “solavanco” e a coitada não segurou mais nada. Soltou as cascas de laranja, a chave e o vômito. Fez o serviço ali mesmo... Foi vômito pra tudo quanto era canto. E o que é pior, em cima dos meus pés. Daí aquela coisa nojenta começou a escorrer por debaixo das poltronas, depois foi abrindo um caminho visguento pelo piso esborrachado, pelas frisas de metal e exalando um mau cheiro terrível. Porcaria né!?... A essa altura, o motorista e os passageiros estavam putos da vida com a presepada de Lucinha. Mas fazer o que? O negócio era esperar pela rodoviária mais próxima e pronto! Enquanto isso eu e Lucinha, “mortos de vergonha”, permanecemos em pé ao lado das poltronas vomitadas. Claro que todos e todas olhavam pra gente com cara de pena e nojo. Mas tem sempre um “inxirido” que tira onda com a desgraça alheia: “Vai ver ela ta recebendo um “santo” e não sabe...”. E como quem diz o que quer, escuta o que não quer. Disse-lhe: “Ela não é mãe de santo não, viu moço. Mas eu, pra receber uma pomba-gira e rodar a baiana com a sua cara, é daqui pra li”. Calou-se! Nessas horas eu arranjo coragem até pra mamar em onça meu bem...
Geeeeente! Essa estória ainda não terminou e vocês não sabem da missa um terço... A “pop star” dos ônibus intermunicipais – Lucinha – começou a cruzar as pernas e dizer que estava com uma “gastura” no pé da barriga. Já imaginaram né? Pois é! O excesso de Dramim já tinha começado a fazer o efeito contrário. Daí ela começou a suar frio e ter arrepios a cada cinco minutos. Fez das tripas coração pra segurar a vontade, mudou de pensamento, buscou ajuda nos santos e... Até que enfim! Uma rodoviária. Descemos feito dois loucos. O problema é que numa hora dessas, parece que o danado do intestino adivinha a proximidade do banheiro. Sente quando a privada tá ali, a espera... Aí tem jeito não! Tudo que estava preso começa a se soltar e a vontade triplica. E foi assim que o desmantelo aconteceu... Não deu tempo e Lucinha acertou tudo, menos a privada. Por nossa Senhora dos Remédios, eu juro! Não ficou um lugar para pisar nem encostar. Papel higiênico?!  Quem já viu papel higiênico em rodoviária de interior, me digam? E mesmo se tivesse dez rolos de papel higiênico e mais duas dúzias de papel de enrolar pão, não dariam conta de limpar o banheiro da rodoviária. O jeito foi apelar para as meias, pois a calcinha já era. Enfim, o estrago foi tão feio que tive que abrir as malas e tirar roupas limpas, tanto para mim, quanto para ela. Quanto ao o banheiro? Ah! Só vassoura, pano de chão e pinho sol dava jeito. E pra completar essa estória... Um desses cachorros de rodoviária resolveu sair cheirando os fundose os fundo dair cheirando meus pr uma roupa limpa para ela e para mim. da saia de Lucinha até o ônibus, pode um negócio desses. É por isso que eu digo: Desmantelo só presta grande meu bem... E tenho dito!

Dedico este post ao Dilberto L. Rosa e a "todos e todas" que sabem apreciar uma boa crônica sem intimidar-se.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O GOSTO DA SAUDADE COM KOLYNOS. AHHH...!


Kolynooos... Ahhh!!! Geeente, é praticamente impossível esquecer essa marca, né não?  Ela foi a mais poderosa de todas as marcas de creme dental no Brasil. E até hoje é a mais lembrada pelos saudosistas de plantão. Essa “danada” foi criada nos Estados Unidos em 1908 e chegou ao nosso país em 1917, trazida pela importadora Casa Círio do Rio de Janeiro. Somente em 1929 é que passou a ser produzida no Brasil.
 Anúncio do ano de 1908
 Os primeiros anúncios do creme dental Kolynos, no Brasil , apareceram a partir do ano de 1917. Sempre enfatizando o slogan "Limpa e dá brilho aos os dentes”.
Anúncio de 1938
Sem dúvida, a marca Kolynos já virou um tradicional relicário na memória dos brasileiros. Mas tradicional mesmo foi a embalagem do produto... Permaneceu fiel as cores verde e amarelo até o fim.
Anúncio de 1939
Anúncio da década de 40.
Anúncio da década de 40.
 Anúncio da década de 40.
Anúncio da década de 40.
Estrelas internacionais emblematizavam os anúncios da Kolynos.
Carmem Miranda como garota propaganda do creme dental Kolynos em 1946.
Anúncio da década de 50.
 Anúncio da década de 50
Anúncio da década de 50.
Anúncio da década de 50.
Anúncio da década de 50
Anúncio da década de 50.
Os primeiros anúncios de Kolynos enfatizando o sonoro e conhecido bordão: "Ah...!  Kolynos”, surgiram em plena década de 50. Então o consumidor, definitivamente , fixou na memória o slogan do produto. E a partir daí nascia o “Ah!...” de Kolynos que foi se desdobrando ao longo dos anos. Esse foi um dos slogans mais emblemáticos da propaganda brasileira. E durante quatro décadas, através dos jingles, comercias e propagandas, o “Ah...!” de Kolynos deu significado a uma combinação de imagens envolvendo água, gelo, frescor, gente bonita e muitos mergulhos em piscina. (dava uma inveeeeeja!). Na minha cabeça ficou registrado para sempre, o seguinte bordão: “O gosto da vitória. Kolynooos... Ah!”. Saudades da minha infância nos idos anos 70/80.
Anúncio da década de 50
Anúncio da década de 50.
Na TV, além dos comerciais, a Kolynos se destacou como patrocinadora de diversas novelas, seriados, programas e grandes promoções envolvendo centenas de prêmios.
E os seriados... Quem não lembra do seriado “Lassie” patrocinado pela kolynos? As chamadas iniciais diziam assim: "O famoso creme dental Kolynos, kolynos super branco, kolynos com flúor, Kolynos clorofila e a escova dental kolynos apresentam: “Lassie”... Mais um espetáculo Kolynos, Ah...!!!! " 
A novela  " A Deusa Vencida " e  Kolynos.
A novela “A Deusa Vencida” da extinta TV Excelcior, dirigida por Walter Avancini. Foi uma das novelas da década de 60 patrocinada pela Kolynos. E no decorrer dos anos varias novelas foram exibidas sob o signo do saudoso creme dental Kolynos... Quanta recordação!
Anúncio de 1962.
Anúncio da década de 60
Anúncio da década de 60.
O creme dental Kolynos desapareceu das prateleiras dos supermercados, farmácias, lojas e afins em 1997, por decisão do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O tal órgão tomou essa medida depois que a multinacional Cogate-Palmolive comprou a empresa e assumiu grande parte do mercado nacional de pastas de dente. Foi uma forma de evitar o surgimento de um grande monopólio por parte da Colgate-Palmolive.
Mas a Colgate-Palmolive, que não é boba, transferiu todo o arcabouço de produção e estratégias de mercado da vetada Kolynos, para uma nova marca. O que provocou o lançamento de um “novíssimo” creme dental: Sorriso. Análogo ao saudoso Kolynos. 
A “nova” marca Sorriso é praticamente igual à “finada” Kolynos. Quase um clone, a começar pelo fato de que Kolynos, em grego, significa sorriso. E sem falar que o “Bebê Sorriso” possui as mesmas características, design, embalagem e cores iguais a da falecida.
A última remessa do creme dental Kolynos foi fabricada em maio de 1997. Na embalagem do produto vinha dizendo a seguinte frase: “Kolynos vai sair de férias, mas a gente vai continuar a cuidar do seu Sorriso”.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O INESQUECÍVEL TOBOGÃ DOS ANOS 70.


"Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, TOBOGÃ
Eu acho tudo isso um saco...”
(Ouro de tolo- Raul Seixas)

Ah! Grande Raul... Dar pipoca aos macacos, concordo. Super chato! Mas escorregar  num Tobogã em plena década de 70 era um barato total. Falo sério! Rolava um “barato” meeeeesmo. Uma descida insana com direito a medo, frio na barriga e vômitos no final.... Eu mesmo, saía de lá tonto e vendo luzes coloridas piscando. E olhem que eu só tinha oito prá nove anos... Enfim, Tobogã era um escorrego gigantesco com ondulações sinuosas em sua rampa. Alto pra dedéu!!! E prá descer era super simples... Você sentava num tapete ou saco de estopa  (por vezes  sujo e/ou fedendo a xixi), levava um empurrão de quem não conhecia e descia tobogã á baixo... Eu adorava!!!! O Tobogã tornou-se uma febre nacional na década de 70. E na maioria das grandes capitais brasileiras existia sempre um Tobogã montado, fosse numa praça, num parque ou jardim zoológico. Pois acreditem! Os Tobogãs já foram sinônimo de avanço, desenvolvimento e modernidade. E deu status de “cidade próspera” às capitais que os acomodava. Aqui no Recife existia um Tobogã em plena rua da Aurora. Ele ficava às margens do capibaribe... Era nele que eu e meus irmãos nos esbaldávamos nos finais de semana. Atenção Caríssimos e Caríssimas... Não confundam o inesquecível Tobogã dos anos 70 com o Toboágua dos parques aquáticos de hoje. Pois ambos, ao meu ver,  possuem histórias e singularidades beeeem distintas. 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ENTÃO É NATAL .... HOU, HOU, HOU!!!

Então é Natal meu bem... A data festiva mais celebrada no mundo inteiro e comemorada por nós - aqui no Brasil - da forma menos brasileira possível. Tô mentindo? É só o que vemos: Papai Noel, trenós, pinheiros, neve, pisca - pisca, chaminés, renas, avelãs, pinhão, amêndoas, nozes, duendes, Finlândia, Lapônia, Estônia e jingle Bells. Nada a ver! Pelo menos aqui no nordeste... Mas fazer o que né? Desde que eu me entendo por gente sempre foi assim... Tudo muito Glacial! Nesse ambiente gelado (brrrrrr!!!) construímos nossa identidade natalina. E que eu saiba, não podemos fazer mais nada. Falo por mim. Pois por mais que eu queira pensar que no mês de dezembro eu “moro num país tropical...” Hou, Hou, Hou. Não consigo. Em dezembro, o Polo Norte é aqui! Você abre a janela de sua casa e tudo esta enregelado de Natal. Lojas, casas, edifícios, praças, coisas e tal. E eu quero confessar: Me acostumei com tudo isso! Não vou mentir... O clima nórdico natalino tem o cheiro de mim mesmo quando pequeno. Fui criado acreditando que dezembro era o mês mais importante e mais gelado do mundo i-n-t-e-i-r-o; que o menino Jesus renascia todo 25 de dezembro numa manjedoura e que o Papai Noel era um velhinho “justo”e rico que saia por aí distribuindo presentes pra criançada. Isso sem falar que em dezembro existiam lapinhas, festas, missa do galo, ceia farta, roupa nova, show do Roberto, presentes, férias e o final de ano. Foi esse o clima natalino que ficou registrado, sedimentado e carimbado na minha mente e em meu coração. Agora não da mais para descontruir... Esta tudo entranhado dentro de mim! Somente a partir de janeiro é que vou cantar :“Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, mas que beleza!!! E em fevereiro, tem Carnaval...”(Jorge Ben Jor) E vamos combinar, vai... Clima gelado no Carnaval só o da cervejinha, né mesmo?
Definitivamente! Não existe época melhor pra ser criança do que o mês de Dezembro. Ah! Lembro-me com carinho dos meus primeiros natais... Assim que findava novembro era um alvoroço lá em casa. Tudo porque já estava na hora de montar a árvore de Natal. E numa única tarde enfeitávamos a casa com bolinhas coloridas, pisca-pisca, velas vermelhas, guirlandas, lapinha, pinhões (pintados de dourado), festões, bicos, fitas e algodão se passando por neve. Naquela época o Natal tinha mais magia, sei lá... Eu na véspera sequer dormia, ficava embolando na cama. Minha irmã caçula quando ficava ansiosa mijava na cama. E se mijar na cama já viu né? “Nadica” de presentes. Dormia de fraldas - tadinha - e, na marra. Mas valia tudo meu bem! Tratava-se do presente de natal... E vai que ela mija em cima do tão esperado presente? Pesadelo total!  Enfim, a expectativa era enorme para acordar, olhar embaixo da cama e encontrar o presente. Lá em casa nunca existiu essa estória do Papai Noel dar presente pra nós. Sempre soubemos que nossos pais, tias e avós eram os presenteadores. O lema era o seguinte: Mereceu? Então ganha presente. Não mereceu... Um equívoco! Pois ganhei vários presentes e nunca fiz por merecer... Bom! Isto é uma outra história (rs,rs,rs...). Foi uma época realmente mágica!  Passávamos a noite toda deitados no chão, brincando com nossos presentes e desejando os presentes uns dos outros… Ô tempo!
Todo final de ano minha mãe, juntamente com minhas tias, iam para o centro da cidade fazer as compras de natal e ano. E sempre nos levavam juntos (eu, meus irmãos e meus primos) pra escolher os presentes, comprar sapatos, meias, cortes de fazenda (pano) e roupas novas. E essas mesmas roupas iriam servir para todas as festas, aniversários, 15 anos e batizados que por ventura surgissem no primeiro semestre do ano que estava por vir.  Shopping Center? Existia não meu bem. As compras eram feitas nas lojas ao longo das ruas comerciais. Pagamento com Cartão de Credito? Nem se escutava falar em Cartão de Credito. Era tudo na base do Crediário dividido em “suaves” parcelas com juros que custavam os olhos da cara. Existiam crises e mais crises econômicas meu bem... Tempos de inflação, FMI e dólar nas alturas. Tá pensando que as coisas eram assim, fáceis de ter. Nãããão! Tinha gente que abria crediário pra tudo. Até  para pagar a prestação de um desodorante.... Hoje é tudo muito fácil! Pois se depender das financiadoras, e se agente concordar, elas parcelam até a vida no cartão da C&A meu bem...
Esse era o período que meus pais recebiam minhas tias, meus avós, meus primos... Tudo era festa. Daí ele mandava pintar a casa, limpar a fossa e ajeitar o telhado. O entra e sai de pedreiros e o cheiro da tinta tomava conta de tudo. Mas eu e meu irmão nos divertíamos assim mesmo... Principalmente na hora de retelhar o terraço pra tapar as goteiras. E lá estávamos nós, a espera dos entulhos que normalmente surgiam após a varredura... Bolas murchas, cabeças e braços das bonecas da minha irmã, bolas de gude, soldadinhos e índios de plástico, metade do time de futebol de botões e até dente de leite enganchado nas linhas de bordar da minha avó. Ô saudade grande! E depois de tudo arrumado, casa cheia, paredes pintadas e fossa limpa... Repito, tudo era uma festa.
A primeira coisa que meu avô paterno fazia quando o ano novo chegava, era trocar os calendários de farmácia pendurados na parede. Pronto! Era como se fosse um selo de garantia e esperança para o ano todo. Nesses calendários ela marcava o período de safra e entresafra.  Meu avô costumava espalhar calendário pela casa toda... E depois minha avó vinha com o dela (calendário com todos os santos do dia) e pregava próximo ao oratório. Era ali, junto aos santos, que ela marcava suas missas, fazia suas promessas, seus pedidos e desejos para o ano novo. Ela sempre me dizia que promessas e desejos revelados não vingavam. Portanto, foi com ela que aprendi a não revelar os meus planos e desejos (mais secretos) para o ano novo. Só revelo meus desejos mais comuns e bizarros. Este ano, por exemplo, eu tenho dois desejos super bobos. Primeiro: Desejo que a garota Maísa do SBT cresça rápido... Pois já não agüento mais! Pelo amor de Jesus... E Deus me livre que ela termine como o eterno garoto Ferrugem, que até um dia desses estava na MTV, do mesmo tamanho e com a mesma cara... Não suportaria! E a Segunda é que esse ano tenha menos mulheres frutas. Já que sou sensível à frutose (rs!) Que foi! Falei Bobagem é?? Mas é isso mesmo... Só revelamos aquilo que nos convém. E eu confesso: Morro de medo de olho grande! Brincadeira...he,he,he.
Eu não sei o que dava (e acho que ainda dá!) nos adultos pra pensar que toda criança gosta de tirar fotos com Papai Noel. Ele podia, e pode, até ser bonzinho coisa e tal. Mas eu sempre achei Papai Noel um “saco” (desculpas! Tá, Papai Noel...). Quando criança eu não fazia diferença entre Papa Figo, Véio do saco e Papai Noel, para mim, eram a mesma coisa. Morria de medo e abria o berreiro ali mesmo, na cara do Papai Noel. E o pior é que mesmo aos berros minha tia insistia pra que eu sentasse no colo do Papai Noel pra tirar uma foto....Ôxe! Trauma Mortal. Lá em casa aprendemos a ver Papai Noel como uma espécie de boneco, uma figura emblemática do Natal e só. Algo típico pra época, mas que nunca foi um personagem bíblico ou santo católico. Eu, na minha inocência, cheguei a pensar que Papai Noel fosse um dos três reis magos... Mas minha avó sempre teve o cuidado de nos dizer quem era quem no evangelho. E sua maior preocupação era de dar crédito ao dia 25 de dezembro à quem de fato era de direito: O dia do nascimento do Menino Jesus!
Geeeente!!! Shopping Center em época de Natal é quase um “puxadinho” da casa do capeta. INFERNO TOTAL! Pois é... Fui forçado a entrar no Shopping e dar uma passada na ótica pra pegar meus óculos que estavam no conserto e... Mais nada. Andei alguns metros e desisti. Preferi ficar “cegueta” até o Natal terminar. E o que é pior, assim que entrei, e já sem paciência, fui obrigado a escutar pela milésima vez (só esse ano) a faixa número um do Cd de Natal de Simone: “Então é Natal...” Uma tortura né? E parece que o shopping e todas as lojas só sabem tocar essa música. E acreditem, ainda tive que enfrentar fila pra pagar o estacionamento com essa música na cabeça. Juro! Quis morrer. Principalmente naquela hora que Simone começa a gritar chamando por Hiroshima e Nagasaky. Definitivamente! Foi o fim da picada meu bem... Fiz uma promessa de nunca mais entrar num shopping nesse período. Só os desesperados se atrevem, eu? Nunca mais.
Ô Deus! Quanta saudade dos cartões de Natal recebidos pelos correios. A grande maioria dos cartões fazia jus ao espírito natalino. As imagens retratavam o nascimento do Menino Jesus, a lapinha, a manjedoura, os três reis magos, os animais... Era uma verdadeira tradição a troca de cartões natalinos. Hoje você recebe trezentos e vinte e sete e-mails enviados em bloco, e com poemas “alêius” que ninguém sabe de quem é. Todos cheios de frufrus e bichinhos animados brilhando... A Igreja católica que me absolva se eu estiver errado, mas o Natal em Cristo - infelizmente - vem perdendo a importância religiosa para os ocidentais. Só nós, os mais tradicionais, é que celebramos por direito esse que é o dia do Nascimento do Menino Jesus. Uma pena!
Apesar dessa onda “gelada” que nos acompanha há tanto tempo, nós temos um natal bem brasileiro sim. É só escarafuncharmos nossa cultura e encontraremos um natal festivo, com muita música, verão, zabumba, sanfona, saia de chita e danças. Estou falando do período que abre passagem para os folguedos dos santos reis. Quem nunca escutou falar do pastoril? Um bando de lindas pastoras que cantavam tomando partido e, disputando, umas com as outras, em favor dos cordões azul e encarnado. Tinha a mestra, a contra mestra e a Diana que não tinha partido. Eita tempo bom!!!! E viva o cordão encarnado... E viva o cordão azul! E vivas ao menino Deus! Esse é que é o natal do nosso Brasil. Né, amigo Paulo Patriota?
Sempre gostei de romper o ano em casa e depois ir a praia. E chegando lá, fazer uma oração,  meditar e jogar flores ao mar pra Nossa Senhora/Iemanjá. Só que isso foi há muito tempo atrás... Antes de invadirem nossa praia. Certa vez eu fui jogar flores pra Iemanjá na praia de boa viagem e dei de cara com um show de Elba Ramalho... Juro que me espantei!!!! Assombrei-me com ela (Claro!) e com o montão de gente que passou a invadir as praias de Recife na noite da virada de Ano. Poxa! E eu que gostava tanto de ver as oferendas na areia, com direito a flores, perfume de alfazema, champanhe sidra e leite de rosas pra Iemanjá Rainha. Tudo dentro daqueles barquinhos comprados no Mercado São José... Ei! Que foi? Sou eclético nas minhas crenças e daí? Passeio por todas as religiões... E eu adoro rituais religiosos, simpatias, crendices. Afinal tudo pode acontecer no ano que se aproxima. E eu sou o tipo da pessoa que curte essas “superstiçõezinhas” de ano novo : Saltar sete ondas; colocar 03 caroços de romã dentro da carteira; vestir cuecas novas na cor branca; tomar banho de arruda; comer 12 uvas verdes; dar 03 pulinhos; dançar ao redor de uma árvore e tantas quantas aparecerem... Muita coisa da certo. E Lóóógico, outras não. Essas que não dão certo eu despacho num montante só, feito um ebó pesado nas encruzilhadas da vida. Feliz Natal e Feliz Ano Novo meus Caríssimos e minhas Caríssimas... Um beijo enooorme!