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domingo, 1 de março de 2009

FUI UM ALUNO DOS ANOS 70...



Recordo-me de uma semana antes do meu primeiro dia de aula - na década de 70 - quando minha irmã mais velha sentou-se à mesa comigo e com plásticos, papéis, durex e tesoura à mão, ensinou-me uma lição que jamais esqueci: Encapar cadernos e livros com papel de presente (os cadernos dela eram sempre cobertos com pôsteres de artistas da época). E após cobertos, a segunda etapa era “organizar” os cadernos por dentro. Então se dobrava a primeira página na forma de um “meio triangulo” e depois se colava um decalque ou uma figurinha qualquer recortada de revistas e livros velhos (Quê? Figurinhas “frufru” adesivas da Barbie, Garfield , Moranguinhos, Loly Pop e tal? Nem existiam! Ela gostava mesmo era de recortar e colar as figuras dos pratinhos de festas de aniversário, rs!).




Figuras recortadas de antigos livros e revistas. Bem como, decalques que se soltavam na àgua e eram colados nas páginas dos cadernos, livros, trabalhos escolares e agendas femininas. E tudo ficava tão lindo! Santa Nostalgia...

E daí eu escrevia abaixo da figura: Grupo Escolar Teresa Tôrres, Caderno de Linguagem, 1º Série Primária, Turma “A”, No: 17, Professora: Dona Raimunda ( ainda tenho esse caderno)... Era um tempo em que tudo era novidade. Eu levantava de manhã bem cedo (com um cabelo “medonho” e uma cara de ódio, tá!), escovava os dentes, enquanto minha tia preparava a lancheira. Daí tomava café e saia junto com meu irmão (também com cara de ódio). E durante o caminho - que por centenas de vezes eu fiz – imaginava que no mundo “tudo era lindo e maravilhoso”. Naturalmente que eu não sabia de nada do que rolava pelo país a fora. Os anos de chumbo caíam nas costas do povo brasileiro, pois imperava o auge da Ditadura Militar. Governo Médici. Imprensa censurada. Lei de Segurança Nacional.


Enfim, enquanto tudo isto acontecia, lá estávamos nós no pátio interno da escola: Todos trajando camisa branca de mangas curtas (com o escudo da escola no bolso), calças também curtas (de tergal) ou saias azul-marinho. Meias brancas e os inesquecíveis e confortáveis sapatos “conga” ou sapatos preto tipo colegial, nos pés. Ficávamos todos na fila, e antes de entrar cantávamos o Hino Nacional e o Hino de Pernambuco. Durante a Semana da Pátria era pior! Porque além dos dois Hinos já citados, cantávamos também: O Hino da Bandeira, o Hino da Proclamação da Republica e o Hino da Independência do Brasil. E tinha mais, existia uma tal de “Alvorada” em plena madrugada do dia 07 de setembro - para o hasteamento das Bandeiras - que era uma “tortura”para todos nós. Principalmente para os filhos das professoras da Escola (eu e meus irmãos) que tinham que dar o exemplo. E acreditem!! Em plena madrugada da semana da pátria estávamos todos lá, fardados e a postos. Cabeça erguida, postura ereta, mãozinhas em cima do peito esquerdo e a cantar em altos brados todos os Hinos possíveis e imagináveis.... Eita!!! Acabo de lembrar de outro Hino. Isso mesmo!!! Foi o Hino dos 150 anos da independência do Brasil – O Hino Sesquicentenário da Independência – e num é que até hoje me lembro dele. Pense numa lavagem cerebral da “gôta serena" que fizeram conosco. Eis o Hino:


O engraçado foi que gostei bastante desse Hino na época. E aqui para nós, era o mais animadinho, mais curto e fácil de ser cantado. Enfim, tenho saudades de mim mesmo; do bom aluno que fui (creiam!) e daquele tempo em que eu achava o “Emílio Garrastazu Médici” o cabra que tinha o nome mais bonito da face da terra. Geeente!!! Que foi? Calma... Não me olhem assim... Eu era apenas uma criança alienada politicamente. Nem sabia o que era ditadura... O problema é que sempre fui um garoto deslumbrado com tudo que era novo e diferente. E daí? E daí que Gostei do nome esquisito do presidente e resolvi, na época, batizar o meu pinto, ou melhor, batizar UM PINTO que havia ganhado de Rosa de Dona Genésia... (esclarecido?). E para encurtar essa estória: O pinto “Emílo” morreu de “gôgo”; Garrastazu Médici também morreu; a Ditadura acabou ; o Brasil continua fazendo coisas que ninguém imagina que faz e... Eu sobrevivi !!!!!

Lembram dessa cartilha? Caminho Suave (de Branca Alves de Lima). Ela nos últimos 60 anos alfabetizou cerca de 40 milhões de brasileiros. O que significa dizer que aproximadamente 1/3 da população adulta brasileira foi alfabetizada por essa cartilha. A Caminho Suave foi retirada do catálogo do Ministério da Educação no ano de 1995 (portanto, não é mais avaliada) em favor da alfabetização baseada no "Construtivismo".

Essa cartilha atravessou gerações, mas sempre exibindo as duas crianças (um menino e uma menina) rumo à escola. A Cartilha Caminho Suave deixou saudades... Um verdadeiro “marco” na alfabetização brasileira.

Assim como eu, quem ousa esquecer que a letra "a" está inserida no corpo de uma abelha, a letra "b", na barriga de um bebê, o "f" fica instalado no corpo de uma faca, a letra "o", dentro de um ovo e assim por diante. Como não se lembrar daqueles cartazes que acompanhavam a cartilha, e que nossas queridas professoras espalhavam pelas paredes. Uma das gravuras era a de um cachorro bebendo água na cuia. Se o construtivismo deu certo ou não, a verdade é que com essa cartilha, a gente terminava a primeira série A-L-F-A-B-E-T-I-Z-A-D-O.

Uma outra cartilha que também deixou saudades foi a Cartilha Sodré da professora Benetita Stahl Sodré. A maioria dos especialistas em pedagogia afirmam que a "Cartilha Caminho Suave" e a "Cartilha Sodré" são os únicos métodos realmente brasileiros de alfabetização em português. O método dessas cartilhas começa pelas vogais, formando encontros vocálicos e depois é que partem para a silabação. Lembro que minha tia e madrinha, a professora primária Maria Sousa, nos dava aulas de reforço utilizando a Cartilha Sodré. Nunca esquecerei quando ela cantava aquela “musiqueta” que dizia assim: “O ba, be, bi, bo, bu vamos todos aprender... O la, le, li, lo, lu vamos todos aprender...” E nós, “pequeninos sacanas”, cantávamos baixinho : “O ca, ce (que), ci (qui) , co , cuuuuuuu vamos todos aprender”, kkkkkkkkkkk. Era o máximo! Mas tudo começou bem antes dos “encontros vocálicos” da Caminho Suave e Sodré (quando o vovô – ainda - não tinha visto a uva)... Antigamente as cartilhas eram praticamente todas baseadas no método sintético e/ou analítico de aprendizagem. A primeira focalizava as partes e depois o todo e a segunda, fazia o inverso. E hoje em dia essas e outras cartilhas são raridades disputadíssimas por pesquisadores e colecionadores. Aqui vão algumas dessas cartilhas, que sabe você não encontra aquela que o/a alfabetizou?









Estas cartilhas são mais recentes, minha irmã caçula estudou na cartilha “No Reino da Alegria”. E por diversas vezes me percebi, ao ensinar-lhe a tarefa de casa, resgatando-me enquanto ex- aluno do antigo curso primário. Tempos, tempos idos !

Se minha letra hoje é “engraçadinha”, devo isso a minha tia Maria Sousa. Ela comprava Cadernos de Caligrafia e nos obrigava a exercitar - até a exaustão - cada letrinha, cada numero. E tinha que ser bem desenhada, redondinha, uniforme e absolutamente legível. Se não... Humm!!! Eu e meu irmão Camilo mantivemos a letra “engraçadinha” até hoje. No entanto, a coitada da letra da minha irmã mais velha - que era simplesmente linda - o exercício da medicina fez uma “desgraceira” com ela ( falo da letra, tá!). E juro! Não tem cirurgia ortográfica no mundo que dê jeito mais... No próximo aniversário dela, acho que já sei o presente que vou lhe dar: Uma Cartilha de Caligrafia. Bom, não custa tentar...


Caríssimos e caríssimas! Vocês acreditam que ainda guardo estes cadernos da década de 50/60? E o pior de tudo, amareladamente novos! Eles pertenceram as minhas tias Matilde Dagmar e Elba Costa (Udo), e nunca foram usados. Quem foi aluno e estudou nesse período deve lembrar - com certeza - do Caderno Avante. Na capa tinha cinco rapazes vestindo uniformes padronizados na cor caqui (possivelmente escoteiros). A Bandeira Brasileira na mão de um deles passava – pelo menos para mim – a seguinte mensagem: AVANTE! Vamos todos derrubar a floresta em nome da pátria... (se dermos um zoom, tem até um escoteiro desesperado enganchado num coqueiro... pode?) E na parte de trás do caderno, vinha a letra do Hino Nacional.

Já na capa do caderno da marca Colegial, havia três garotas e quatro garotos. Eram jovens aparentemente felizes e passavam à impressão de que era "lindo e maravilhoso" ir para a escola. Existiam também os cadernos específicos para as moças, tipo: Primavera e Normalistas. Agora, segundo minha tia Matilde, ter um caderno Companheiro e/ou um caderno Espiral, era tudo que havia de bom em matéria de cadernos. Bem mais caros que os cadernos Avante e Colegial, o caderno Companheiro possuía um toque diferente, as capas eram variadas, sempre com paisagens dos estados brasileiros.



E quanto aos cadernos espirais? Esses eram absurdamente elegantes, só quem os tinha eram os alunos e alunas filhinhos/as de papai. Um abuso de tão chiques!


De todas essas catrevagens escolares postadas à cima, as que eu guardo com mais respeito e carinho são, a Carta do A B C e a Tabuada de Landelino Rocha, pertencentes ao meu avô Albino Costa. São livretos de bolso com 15 centímetros e impressos em papel jornal, tipo cordel. A Carta de A B C tinha (e tem!) apenas 16 páginas e era vendida nas feiras livres. A primeira edição desta carta, segundo pesquisas feitas por mim, data de 1880. Pense! É ou não é uma Caríssima Catrevagem? E quanto aos livros infantis das décadas de 50 e 60 que se perpetuaram na década de 70 ...

Cheguei a ler muitos desses livros... Livros antigos pertencentes a minha tia Maria Sousa. Lembro com saudade das estórias de João Bolinha, João Felpudo e João Pestana. Eu adorava principalmente o livro: No reino da bicharada. Era uma época mágica sem os デジタルモンスタ (pokémons, digimons e sua turma). Um tempo em os livros infantis eram verdadeiros passaportes para a fantasia.


Os livros infantis sempre me fascinaram - principalmente os antigos - e ainda hoje me despertam interesse, curiosidade e lembrança afetiva. Era um tempo de literatura saudável e sem violência. Quantas Saudades! E o Material Escolar daquela época... À começar pelas maletas, bolsas e bauzinhos escolares.






Todo início de ano letivo era uma festa, principalmente na hora de comprar o material escolar. Eu sempre gostei daquele “cheirinho” de tudo novo: Cadernos, lápis, borrachas, réguas, cartolinas, livros, papel pautado... Na minha época era tudo muito simples, não tinha tantas variedades e/ou novidades como as que se tem hoje nas livrarias. E se tinha, não chegava às pequenas lojinhas da minha cidade. O Caderno espiral (esses de araminho), fui ter um na 5º série, e nem era capa dura... Imagina sonhar (em plena década de 70) com um fichário mega/moderno, todo afrescalhado do tipo Piu Piu, Ursinho Puff e tal... Impossível! Nem nos pesadelos de Alice no país das Maravilhas (rs!).
Os cadernos que tínhamos na época eram tipo os mostrados à cima (Avante e Colegial), conhecidos como cadernos de brochura (cujas folhas pautadas eram presas - no centro do caderno - por dois grampos enormes). E era só arrancar uma folha do dito cujo, para despencar o caderno inteiro. Uma coisa horrorosa! Escrevíamos nervosamente e ninguém podia errar ou copiar de novo. Os erros tinham que ser para todo o sempre, amém... A não ser que copiássemos primeiro num “caderno de borrão”, para depois “passar à limpo” em casa. Meus cadernos de borrão eram feitos com o restante das folhas de cadernos velhos. Já os cadernos de borrão da minha irmã mais velha eram todos organizados, com direito a frases originais e de cunho afetivo. Lembro de uma frase que ela colocava no borrão e que virou chavão na época: “É borrão mais não é lixo, trate-o com carinho” (impagável essa minha irmã!).


























Em relação às canetas e os lápis grafites (no meu tempo se dizia lápis comum), esses não podiam faltar “de jeito nenhum” na minha caixa de lápis de madeira. Eu tinha canetas BIC na cor azul, vermelha, preta e verde (apesar da professora primária não gostar muito que as usássemos), bem como lápis grafite da Johann Faber e/ou Fritz Johansen (... Chic, né não?), lápis tabuada (...e como me ajudou!) e os lápis e canetas de propagandas que sempre ganhávamos (eu tinha um que era da pitú, pode?). E as Lancheiras! A minha era do homem de ferro, do meu irmão era do homem aranha e da minha irmã mais velha era do Topo Gigio... Quantas lembranças, quantas Caríssimas Catrevagens...














A minha caixa de lápis de cor era da “Johann Faber”... Eu imaginava que Johann Faber era um menino de verdade. Sabe daqueles meninos tipo “riquinho” do gibi, com carinha de bobo e bem bonitinho. Então, eu achava que o pai dele era “podre” de rico e dono das fábricas de lápis de cor. Sonhava em ser o melhor amigo dele para ganhar um estojo enooooorme, com duzentos lápis de cor. Já para enfeitar e dar um colorido todo especial aos trabalhos escolares, cartazes e tudo o mais. Eu adorava (e acho que ainda adoro!) hidrocores, mas o que eu mais gostava era os que vinham dentro de uma caixinha de plástico branco e duro, cuja tampa era transparente... A caixinha de hidrocor da silvapen, lembram?
E quanto às borrachas? Quem não se recorda... Tinha umas ponteiras feias de borracha (bem “póbi”) com um furo no meio para encaixar na ponta do lápis. Eu, nervoso, numa prova de matemática? Comia uma “todinha”. No entanto, as minhas preferidas eram aquelas verdinhas rechonchudas e em especial, as branquinhas da marca Mercur (eu nunca descobri se aquele desenho era um homem, uma mulher ou um índio). Lembra de quando essa borracha ia ficando preta e manchando nossos cadernos? E o único jeito era esfregar a coitada da borracha na parede até ela voltar a sua cor antiga (e de tanto esfrega-esfrega, a borracha que era quadradinha, ficava redondinha, redondinha... rs!). Tinha também a borracha de duas cores, a parte rosa apagava lápis e a parte azul (diziam!) que apagava tinta de caneta. Tudo mentira! A desgraçada da borracha em pouco tempo se partia ao meio e não apagava porcaria nenhuma. A parte rosa soltava tinta, a parte azul eu tinha que lamber (vê que porcaria!) para apagar a tinta de caneta. E o que era pior, depois de toda a lambança é que vinha perceber o estrago feito: Um rombo do tamanho do “cão” na folha do meu caderno. Enfim, eu odiava a tal borracha de duas cores. Uma pena o “erroex” e/ou “líquid paper”não existirem na época.
Um outro fato que lembro, era na hora de fazer a ponta do lápis. Usar a lapiseira? Hummm! Sei não... Eu sinceramente não gostava, preferia fazer a ponta do lápis com a Gilette (até então nunca tinha visto um estilete na vida). E engraçado, na minha época se permitia levar objetos cortantes (tipo Gilette) para a sala de aula. Bom, isso foi há muito tempo. Tempo em que a violência escolar passava por longe, e ninguém pensava em ferir o coleguinha ao lado, muito menos agredir os professores. Agora, verdade seja dita, o que ia de criança teimosa, de dedo cortado e aos berros para a diretoria... Ah! Isso ia sim. E aos montes! (inclusive EU!). Agora, sabe qual era o máximo dos máximos? Era ter uma caneta de 10 cores (dessas que hoje se compra em camelô, banco de feira ou em qualquer esquina) Geeente!!! Essa caneta era uma super/mega novidade na época. Bastante caras e um luxo para quem as tinha. Na minha sala quem primeiro teve essa caneta foi Coca de Branca (a menina mais inteligente da turma).







E os estojos de lápis, aquarelas, carimbinhos pra pintar, massa de modelar... Como assim! Massa de modelar? (Que mentira da gota é essa? Levávamos pra escola e brincávamos mesmo era com cera de abelha feita para lacrar depósitos de armazenar milho e feijão - rs!). Tinha os decalques, tesourinhas, caderno de desenho entre outros. Tudo isso fazia parte do nosso universo de materiais escolares.






















Hoje em dia fico impressionado com a quantidade de material exigido pelas escolas. Esse ano minha irmã comprou - pra meu sobrinho de apenas 05 anos - uma lista de material escolar que daria para educar uma classe inteira na minha época. Fiquei impressionado, juro! Na lista tinha até prendedores de roupas e sacos de palitos de picolé, pode? Pensei: Não é possível que vão colocar um menino de 05 anos pra lavar, estender roupas e ainda por cima vender picolé... Sinceramente. Eu compreendo que os tempos são outros e que tudo mudou, mas tem certas coisas que são um exagero. A cola por exemplo, passei minha infancia inteira colando figurinhas, pequenos objetos e cartazes escolares com Cola Tenaz. Hoje Tenaz não pooode! Tem que ser uma cola toda especial, anti- inflamável, a base de água, a-t-ó-x-i-c-a e feita Exclusivamente para uso escolar! Quer dizer que se o meu sobrinho usar uma cola que NÃO possua todos esses predicativos, ele corre o risco de repente fazer: BUUUM! E explodir junto com a cola, é isso mesmo? Ah, tá! Me poupem... E tem mais, NUNCA que eu iria imaginar meu sobrinho de 05 anos "doidão" e dependente químico de Cola Tenaz... Enfim, eu sou do tempo que criança colava tudo com tenaz, goma arábica, grude de goma e até com leite de aveloz... Eu faço graça com tudo isso, mas compreendo e sei da extrema preocupação dos educadores modernos. E para finalizar, revisitem as imagens postadas à cima e vejam até onde vocês se reconhecem... Boas recordações!

79 comentários:

Lusa Vilar disse...

Dhotta, meu Deus, por quê só agora eu pude te conhecer! Menino, eu estou morrendo de inveja de Cóia, porque ela foi tão egoista e não repartiu essa amizade comigo? O que escreveste nesta postagem vai caindo lentamente no emaranhado das nossas lembranças, fazendo-nos reconstituir passo a passo as nossas experiências vividas. Parece que tu tinhas uma câmera escondida que capturava nossas imagens, de propósito guardaste em um baú para depois chamá-las de "caríssimas catrevagens". Obrigada Dhotta, eu adorei ver tanto material escolar que eu usei, esse caderno "Colegial", minha mãe tirava, lá da merceria do meu pai, caixas inteiras e mandava para São José do Egito, onde estudávamos (eu e Beta). No Colégio São José, éramos obrigadas a fazer 6 redações por semana, na sexta-feira só passava pela portaria que entregasse o caderno com todas prontas, do contrário era mandado de volta, os pais eram comunicados e ainda por cima levávamos um Zero em português. Acreditas que decobrimos uma malandragem para driblar o fiscal da portaria e quando não fazíamos as tais redações, deixávamos o caderno "Colegial", novinho sem uma letra escrita, sem identificação alguma,em cima da cadeira reservada para a coleta e passávamos para a saula de aula na maior cara de pau. Mas um dia Seu Jucá (o Diretor do Colégio) descobriu tudo, menino, foi um Deus nos acuda. Pergunta a Udo, tua tia, ela deve se lembrar. Udo foi nossa colega de sala de aula, ainda hoje, eu e Beta, temos por ela profunda amizade. Ui, desculpa cumpadi, tô quase fazendo outro blog ... um dia a gente se encontra e eu conto resto. Obrigada, a forma como tu escreves é agradabilíssima. Amei!

Coca de Branca disse...

Acho que sua cabeça é mar sem fim de lembranças.Como vc lembra da borracha que nós tínhamos que limpar na parede??KKKK.Lembro dos jogos da biblioteca e da sopa no recreio que eu também adorava.Para fazer a ponta do lápis era melhor quebrar a gillette ao meio,com isso o dedo ficava com uns cortinhos,porém nunca fomos parar num hospital por causa disto.

Marco disse...

Marcão,
que viagem!
Embora eu seja um tantinho mais "experiente" que você, revivi as mesmas experiências com essa sua postagem relembrando coisas do tempo das antigas ternuras. A minha cartilha não apareceu (nem lembro mais o nome, mas se visse a capa relembraria), mas a minha Tabuada...AH! QUE LEGAL! Posso copiar a imagem dela, posso? Eu já escrevi no Antigas Ternuras sobre o caderno Avante, que era o que eu usava. Mas essa tabuada...
foi legal relembrar que na minha época íamos com gilete no estojo para a escola e era a coisa mais natural do mundo. Obrigado por todas estas recordações...
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.

DO disse...

Marcos,vc fez com que eu retornasse DE VERDADE à decada de 70. Garotinho de calças curtas,timido ,que tbem tinha que encapar os cadernos e livros,rsss.
Algo meio que impensável nos dias atuais.
Claro que reconheci muiita coisa das imagens. Menos as cartilhas que não conhecia.
Achei fantástico este seu post. Parabens!!

Grande abraço!!

ANA REJANE disse...

DHOTTA, essa foi demais!!! ver essa cartilha "caminho suave" me transportou a meu jardim da infancia,esse hino da independencia por aqui quase ninguem conhece , mas nós sabemos de côr,o caderno organizado então, e a folhinha dobrada, meu Deus quanta saudade!!!!!! que bom nossas lembranças.
beijosss.

Cláudia disse...

Oi
Ah...cheguei aqui através do ANTIGAS TERNURAS, do Marco, adorei até pq. devemos ter quase a mesma idade...e usei canetinha silvapen, com certeza, e fui alfabetizada com a cartilha Caminho Suave e muito do que ensinei a minha filha ( 9 anos ) foi do jeito que aprendi.
Legal, gostei daqui.
Porém apesar de você não estar aqui avaliando nenhum método, rs...tenho que concordar com os profissionais de hoje, o Construtivismo faz com que a criança assemelhe muito bem a compreensão da escrita.
Um beijo querido.

Anônimo disse...

Adorei a ostagem, viu!! Tudo de bom.

Sandra disse...

Dhotta

Realmente você deve ter sido um aluno brilhante. Agora brilhante é sua memória e talento para escrever coisas que nos enchem de alegria e emoção.
Em muitos momentos pude me ver refletida em seus comentários e lembranças,pois também sou uma aluna dos anos 70, canetas silvapen eram a minha loucura nos tempos do primário.
Parabéns por esse blog, sou professora e hoje num curso que estou fazendo, comentamos muito sobre a Caminho Suave, fui pesquisar sobre Branca Alves de Lima e descobri seu blog, tenha certeza que irei divulgá-lo para todas as minhas colegas de trabalho e tenho certeza de que elas também se comoverão com ele.
Parabéns mais uma vez por esse trabalho tão minuncioso e maravilhoso.

Sandra Teixeira

Marcos Dhotta disse...

Que bom que gostou do post Sandra. Adorei sua visita por cá. Obrigado também pelas palavras de carinho... Um abraço forte!

Robson Schneider disse...

Eu usei o caminho suave!!lembro que foi minha primeira cartilha, quando ganhei teve o efeito de um autorama ou falcon! hahahahaahaha

joão disse...

Muito Bom.

Obrigado por fazer reviver tantas emoções

Talma disse...

Gê-zuis....voltei no tempo, com essa sua postagem.
Onde vc achou todas essas imagens??
Eu quase chorei, quando vi a cartilha que me alfabetizou: " A bonequinha preta". E a tabuada?? Quanto sofrimento era ter que me confinar ao meu quarto para ter que decorar aquela bicha!
Lembro dos cadernos - que vinham do governo - e sempre tinha um na sala da diretora, para algum aluno, cujo caderno acabasse em plena aula.
Sim, também lembro dos uniformes " tapa-pós" brancos e en-go-ma-dos, que a gente usava, com um laço de fita azul-marinho.
Lembro do uso da gilette (cortada ao meio, para não cortar)para que apontássemos os lápis; da maldita borracha de duas cores, que na verdade era uma lixa e acabava com o caderno.
Também tínhamos a fila para entrarmos na sala, mas nunca sem antes cantarmos o Hino Nacional - salvo os dias de chuva.
Sou do tempo dos kichutes, tênis bamba e conga ( que era o que eu usava, porque era da ala "pobre" da turma).
Saudades daquele tempo...
Obrigada!

Si disse...

Oláaa!!!Estou aqui quase chorando,pq eu acabei de ver a cartilha q estudei ,na minha pequena cidade,eu ia com ela embrulhada num saquinho de arroz,pq n tinha bolsa!!Nossa agora me deu um nó,eu me lembro q eu morria de vergonha pq minha mae queria proteger o livro,pq foi o mesmo livro q alfabetizou todos meus irmaos..Eu lembro q um dia eu quiz tentar colocar alças no saquinho de arroz,p/ assim ter uma bolsa p/ carregar o livro,e adivinha até hoje tenho uma cicatriz enorme nas maos...Poxa!!q bom lembrar disso!!!Eu amei seu blog!!

Antônio Lídio Gomes disse...

Amigo, sou um saudosista no bom sentido!
Voltei contigo aos anos 60 e 70.
Que viagem maravilhosa de meus tempos na Vila Guilhermina, zona Leste de São Paulo!
Dhotta, procuro uma cartilha chamada CONVITE À LEITURA se não me engano da IBEP. Nem sei se era mesmo, essa editora que lançou a cartilha.
Procurei nos sebos e nada!
Se souber, me avise por favor, nem que for para capturar algumas imagens dela, ou mesmo adquiri-la.
Um abraço.

ELIZA disse...

Agora voce forçou a amizade, fiquei chocada, quase chorei de emoção, como pode haver tanta semelhança em lugares diferentes. Eu moro no interior de SP, nasci em 1968, quando comecei a ir a escola foi em 1975 e meus materiais eram esses. A minha carteira era O REINO DA ALEGRIA, que saudades, estou feliz por ter encontrado este blog, muito obrigada, vou indicar para meus amigos. Um abraço e parabéns pela sua sensibilidade de nos trazer de volta um tempo tão bom, difícil, como voce disse, mas feliz.

Roberto Paulo disse...

Oi Marcos
Coincidentemente sou Recifense como voce e recordei fatos maravilhosos de minha infancia(estudei também utilizando a cartilha Caminho Suave(creio que entre o ano de 73 ou 74)e lembro ainda de usar uma bolsa escolar chamada "bauzinho" azul escuro e amarelo com fecho vermelho).Também usava muito as famosas SylvaPens 12 cores.Parabéns pelo teu blog
Roberto

Anônimo disse...

amei seu blog!

iluska magalhães disse...

caro Dhota:
como já o disseram ,é realmente incrível essa coisa meia que universal,digo, no nosso universo brasileiro de termos estudado em lugares tão distintos entre si e paralelamente tão proximos,por afinidades mil,como essa do material escolar que nos dá uma empatia imediata a tudo que voce referiu como que nos unindo a todos nós que fomos estudantes nos idos 70,eu,aqui no Rio de Janeiro,senti todas essas sensações de nostalgia,que voce soube tão bem nos passar de uma maneira leve e deliciosa,todo esse dejá vu,ao mesmo tempo que é tão bom tem um outro lado melancólico de saber que já passaram e não voltam mais e restam tão somente nas nossas lembranças...

(descobri hoje o seu blog e apesar de não seguir nenhum blog{estava pesquisando seiva de alfazema}vou continuar me antenando com o seu)!

Um grande abraço

katia disse...

Muito legal esse blog,quantas lembranças!!! Eu adorava o livro da Bonequinha Prêta,tenho a capa dêle até hoje,mas só a capa,o resto não sei que fim levou,ôh pena!

Kátia.

Luzia disse...

Nossa!

Viajei neste post, muito legal!

Luzia disse...

Nossa!

Viajei neste post, muito legal!

Juju Olive disse...

De novo me vi refletida enquanto percorria as letras do teu texto: guria de guardapó branco, laço de fita azul marinho no colarinho e nos cabelos dourados, sapato boneca preto e meias brancas até o joelho. Revi a biblioteca com hortências na janela, as mesas e cadeiras redondas e pequenas, onde eu me refugiava folheando o Livro da Cinderela, desejando não ser mais Gata Borralheira. A hora do recreio, a gruta com a santa, o alarido das vozes infantis. A cartilha Caminho Suave que demorei tanto para aprender a ler e a quem devo tantos castigos depois do horário... de marra tornei-me professora de português... Bem se vê que palavras escritas perpassam o tempo, mexem com nossas lembranças chamando por nós. Os teus escritos não tem idade, não tem tempo ... é o agora sempre... Grande abraço e...obrigada pelas letras de encantamento

maria regina garrido disse...

Agradeço a vc de coração por fazer com que eu revivesse tudo do passado...nossa foi como se eu tivesse entrado na roda do tunel do tempo...eu revivi mesmo...como vc conseguiu reunir tanta coisa do passado assim???são pessoas como vc que nós brasileiros precisamos...obrigada por vc existir.....tenho 46 anos mas me senti com 7...obrigada!!!!!

Maria das Graças disse...

Você é um menino "malvado"!
Estou chorando copiosamente...
Tudo voltou em poucos minutos...
Quanta saudade!
Gostaria de encontrar um estojo de madeira com tampa dobrável, colorida,que ficava imbutida no fundo do mesmo. Lembra-se? Tinha o maior ciúme deste meu estojo.
Parabéns!
Você me proporcionou bons momentos!
Abraços!

Anônimo disse...

Nossa!!! Fui, voltei e estou querendo viajar de novo neste post. Maravilhada em ler e ver tudo isso! Parabéns pelo Blog!

Vania Rebelo disse...

Parabéns pelo seu blog! Não há quem tenha vivido este tempo e não se emocione. Eu vinha procurando há um certo tempo uma imagem dos cadernos Avante para ilustrar um texto no meu blog. Encontrei aqui não só a imagem, mas muito do meu passado. Utilizei a imagem, citando a fonte e indicando o seu blog no meu texto.
O texto chama-se "Meu momento tiete" e o meu blog é o www.todemalapronta.blogspot.com

Caso você não goste, pode avisar que retirarei. Um abraço,
Vânia

MAURO disse...

Meu Caro, li este artigo no jornal O Lábaro, da cidade onde moro, Paracatu MG. Muito bom mesmo!!! Uma viagem ao passado. Apesar de ter estudado entre 1977 (1ª série) e 1980 (4ª)é igualzinho isto tudo que você descreveu. Parabéns!!!!

Julio Cesar disse...

Que bacana. Meu primeiro escolar foi em 1974, e pude agora recordar coisas tão bacanas para a época.

Faço parte do terço da população que foi alfabetizado pela Caminho Suave. Minha mãe até se antecipou e comprou a do segundo ano, mas, não sei porque, o livro foi trocado. Falando de minha saudosa mãe, ela caprichava nas capas dos cadernos e livros, plastificados com um filme azul escuro. Eu é que era um porco de primeira linha e detonava com tudo na primeira semana.

Lembro dos cadernos brochura, tinha um de nome "Tijolinho".

Aquela mochila com refletores para segurança (fala sério) era o meu sonho de consumo, mas os abastados tinham.

E o que falar do estojo de madeira, das borrachas, e tudo mais ?

A Cola Tenaz, os lápis, borrachas e canetas BIC continuam quase os mesmos.

Uma tia abastada me presenteou com um luxo só, que foi um estojo de canetinhas Sylvapen.

Talvez você teve contato com os livros do "ginásio", principalmente os de Ciências e Estudos Sociais. Eu ficava em casa olhando as figuras dos livros usados de meus irmãos mais velhos, e quando chegou minha vez, passei por eles também. Um famoso de ciências tinha a cara de um chimpanzé na capa.

Bons tempos. Havia hinos chatos, marcha, posição de sentido, aulas de Moral e Cívica, era ditadura militar e tudo o mais, mas vivíamos em paz, não havia violência, desrespeito com professores e a bagunça de hoje. O muro de minha escola tinha 50 centímetros e não havia portão. Ninguém botava o pé para fora.

Hoje, na mesma escola, o muro chega a 6 metros e os alunos fogem, alunos ameaçam professores e o mais triste: a educadção é uma porcaria.

Parabéns pelo seu belíssimo trabalho. Desejo que você continue a aumentar o seu acervo digital.

Olho no olho disse...

Caro Dhotta!
De tudo que li e vi neste texto, relembrar meus idos e velhos tempos do “Primário e Ginásio” foi absolutamente fantástico. Uma verdadeira viagem pelo Instituto Santo Expedido, onde sacanamente dizíamos que: entrava-se burro e saía cavalo. Brincadeira, pois da dona e diretora dessa escola de bairro a todos os professores que tive a honra de tê-los sou eternamente agradecido.
No ginásio quase foi expulso por rebelar-me contra ter que ficar em fila ao sol quente do início da tarde cantando os tais hinos que você mencionou.
Meus materiais escolares, muito deles eu revivi nas fotos que você postou e foi uma viajem saudosa daqueles tempos que se foram e jamais voltarão.
Por fim, concordo plenamente com duas passagens do seu texto. Uma sobre o fato de que nós aprendemos a escrever com letras legíveis e a outra é o descaso do excesso de material escolar que hoje as escolas nos forçam a comprar e que pouco ou quase nada nossos filhos utilizam.
Um abraço.

Ana Cláudia disse...

Eu me lembro da maior parte de tudo isto!! Peguei a época dos cadernos 'Companheiro', "Caderflex" camisa de escola branca com o "EP" bordado - aprendi com a "Mágica do Saber", desenhei com os lápis Johann Faber (tive aos montes), apaguei com borracha "Mercur", branca, pintei o sete com Hidrocores Neo-Pen e Pelikan (sim, já tinha naquela época)... Ah!! E as incríveis lancheiras coloridas de metal da marca de biscoito São Luiz!! Você deve se lembrar do jingle...
Seu blog é simplesmente super!! Me trouxe de volta muita coisa...

RITA DE CÁSSIA disse...

EU ADORO SEU BLOG, É UMA VERDADEIRA VIAGEM NO TEMPO, EU SOU DA ANTIGA TU QUE VOCÊ POSTA NO SEU BLOG EU PASSEI POR TUDO CURTI TUDO ISSO. DA ATÉ VONTADE DE CHORAR É SAUDOSO DEMAIS. MOSTRO PARA MEUS FILHOS E FICO RELEMBRANDO, DAR UMA SAUDADE. QUANDO QUERO VIAJAR NO TEMPO DA MINHA INFÂNCIA, VISITO SEU BLOG.

Educadora Patricia Rosa disse...

adorei o seu blog , me fez recordar a minha infância , os materiais foi tudo muito fantástico , faço pedagogia e estava procurando algumas atividades antigas e acabei entrando no seu blog e amei de verdade
bjj
Patricia rosa

Nadja disse...

Viajei no tempo...

No tempo onde havia respeito e consideração pelos professores, nossos mestres.

Respeito pelo Hino Nacional, Respeito pela nossa Bandeira, Respeito pelo nosso estado, Respeito pela nossa cidade.

Mesmo com todo esse amor patriótico ocorrendo na época onde a ditadura corria solto (a gente nem sabia o que era isso), me sinto grata por tudo que aprendi na minha escola.

Tá certo que boa parte dos assuntos, nada sabíamos, nada entendíamos, tudo era segredo, pecado, coisa feia.

Mas foi um tempo em que as pessoas eram mais civilizadas, apesar dos pesares.

Bjksss

Rose Mayre disse...

Que coisa boa,obrigada por esta viagem ao passado,dei boas gargalhadas.Parabéns.

Ângel disse...

Eu sou tenho apenas 26 anos, fui alfabetizado nos anos 80, um pouco diferente dos anos 70 mas tem suas semelhanças, essa postagem tem um cheirinho de saudade... a educação realmente esta muito mudada mesmo, hj sou pedagogo e vejo que a escola é legal mas não tem o sabor gostoso de antigamente. :) tento sempre resgatar um pouco da magia do meu tempo de menino... (Ângelo Daniel)

CARLOS-SAM disse...

Para ajudar nas lembranças; o tenis era chamado de Alpercatas, da Vulcabrás, que também calçava os estudantes do Brasil com um sapato social que era o mais vendido nas classes ditas, menos favorecidas; e tinha também o Conga que dava um chulé miserável! E as calças que hoje se chamam jeans, eram as famosas "Far-West!Depois vieram as internacionais US Top(ô mardita influencia e dominação americana) Tinha também uns cadernos que eram inspirados pelos americanos e tinha um com a bandeira americana que eles fincaram em Ivo Jima na segunda guerra. E mesmo usando todos os lixos que eles nos impunham via ditadura a gente gostava de repetir o famoso "yankees go home" Era muito chique...

Mariquinha disse...

Que delícia de post!! Me fez fazer uma viagem no tempo. Obrigada!

Carlão Sam disse...

é sempre um prazer inenarrável visitar este blog; vou recomendá-lo daqui há pouco em meu Facebook. maravilhosamente saudosista, relembrando tudo de um tempo tão bom sem drogas, sem corrupção e sem bandidagem..FELICIDADES A TODOS...
http://www.facebook.com/profile.php?id=100000113844159

Inês Cruz disse...

Esse site é delicioso de ver, rever e relembrar nossa infância!
Estou com um nozinho na garganta de tanta saudade.Vim de uma cidadezinha do interior de Minas por nome de Malacacheta e qdo cheguei aqui em BH fiquei maravilhada com as cartilhas, os livros de contos e os materiais q nunca pude ter acesso por ser mto pobre. Meu sonho era ter uma merendeira e uma pasta de couro.Ter um estojo ou canetinhas era para as garotas ricas da época, mas nada me fez esquecer o qto fui feliz na década de 70 e nada impediu q eu fosse uma boa aluna. Hj sou Psicopedagoga, professora de uma turminha fofa de 2° ano e faço de tudo para que eles tenham as melhores recordações de seus primeiros anos de escola.
Ameiiiii esse blog! Sou mais saudosista do que eu pensava. Meu Deus, como vc mexeu com minhas lembranças agora...
Voltarei mais vezes e o terei nos meus favoritos.
Parabénssssss!!! É delicioooooso vir aqui!!

Abraços

Ana Cristina Caldatto disse...

ahhh que delicia que é navegar por aqui!!!
e eu estudei no anos 70!!!!

Lilian disse...

Olha, fui aluna nos anos 80 e não era tão diferente assim, viu. Tive muita, mas muita coisa mesmo dessa sua listinha aí. E sentia a mesma coisa que você, cara, que viagem no tempo! De fato, era tudo mais simples... e mais gostoso.

Ah, na minha época tinha lista de material passada no mimeógrafo. Como não amar isso?

Abração! Adorei o post.

kátia disse...

Caramba Marcos, seu blog é maravilhoso. Este post me levou de volta a minha infancia, a historia da borracha de 2 cores acontecia comigo tb, aí tinha que arrancar a folha e fazer tudo de novo aiiii que raiva...rss
Tempos bons, tenho saudades, mas as crianças de hj em dia que tem tudo do bom e do melhor (e reclamam da vida) nem sonham como era viver naquela época; mtas das novidades sequer acabam por chegar em nossas cidadezinhas. Enfim...era assim, mas tenho saudades, muitas.

Anônimo disse...

Adorei reviver esses momentos com todas essas recordações...só quem viveu esses anos sabe como era
gostoso, nós davamos valor a tudo.

Gislene disse...

Este blog é um encanto!
Parabéns.

Um abraço.

gileuda disse...

Puxa!!Vc me fez retornar ao Passado amei Fazer essa viagem!curtir esse momento me foi muito Especial!!Apesar do tempo iv passando nunca me esqueci desses momentos de minha infância!Valeu por me proporcionar essa Grande viagem no tempo! Gileuda.

Data 21.02.2012.

Monique Henriques disse...

Delicia de Blog.. lagrimas nos olhos ...Saudadessss de tudo isso... Valeu menino!. : )

Anônimo disse...

Que bom recordar,iniciei meus estaudos em 1977 nossa revivi aqueles momentos

Gigio Box disse...

Visitar seu blog, foi uma aula para meus filhos. Contei-lhes histórias que relembrei visualizando suas fotos. Passamos a tarde toda e ainda temos material para mais dias. Me senti com vontade de fazer buscas pela minha antiga escola, meus colegas da época, minhas fotonovelas e muito mais...
Muito obrigada por este fim de semana de nostalgia e beleza.

Paula Regina disse...

Gente, fui às lágrimas de tanta saudade do que eu tinha e que hoje não há!
Materiais excelentes e que traduziam durabilidade e credibilidade às marcas.

Ver a minha Cartilha de Alfabetização foi a cereja do bolo desse post!

Saudades de um tempinho bom, único, singular ao Brasil, apaixonante e um tempo onde havia valores, moral e conduta por parte dos alunos, principalmente.
A Escola era um local extremamente familiar, produtivo e ético, sem comércio ou "MacDonalização" do ensino.

Parabéns pelo site de primeiríssima qualidade.

Anônimo disse...

Parabéns, seu blog está ótimo!
Principalmente esta parte da educação dos anos 70, me ajudou muito em um trabalho sobre cadernos escolares no meu Programa de Pós Graduação - Mestrado em Educação.

Como historiador, estou encantado!
DAVID DE SOUZA JOÃO
LAGUNA/SC

MARCOLA disse...

Me emocionei quando vi coisa que fizeram parte de mue inicio de vida. Deus te abençoe.

Karina Alcântara disse...

Menino de Deus! Já ri tanto lendo tuas postagens... Olha, fui aluna da década de 70 também. Sou nordestina, piauiense de Teresina. Adoooorei teu blog! Nossa, só voce mesmo pra resgatar tantas lembranças assim... Já estou te seguindo. Grande abraço!!!

Anônimo disse...

Caro Marcos,

Parabéns pelo site. Minha mãe também adorou e me fez procurar por todos os sebos de Recife a carta de a b c. Num devaneio repentino relembra várias coisas da carta. Não encontrei aqui em Recife e pergunto: poderia o senhor escanear a cartilha e me enviar. Pago para realizar um dos últimos desejos de minha mãe querida. Muito obrigado! Atenciosamente,

Fernando Amorim(fernando.faua@gmail.com)

Guguzinha disse...

"Seu menino malvado", estou rindo e chorando ao mesmo tempo...pode uma coisa dessas?! Rindo do pinto q morreu de "gogo" e chorando por causa das imagens das cartilhas, cadernos, lapis, borrachas e das minha queridinhas SilvaPen. Arre! Como era bom esse tempo. Acredita que eu comecei a sentir os cheiros dos cadernos e das cartilhas novas enquanto lia o teu post? Deu uma dorzinha no peito de tanta saudade... Parece q foi ontem, mas já tenho 45 anos. Parece que foi ontem...Eu e minhas irmãs começamos a estudar em campo Limpo Pulista(SP) Escola José Monlevade Éramos 3 garotinhas de 6, 8 e 10 anos. Eu a mais novinha e sonhadora q pensava q o mundo era só escola e brincadeiras ; que nada e nem ninguém faria mal a mim e minha família. Adorava a escola. lembro dela até hoje...Ai,ai...

valeria braga disse...

um camarada que eu nem conheço,as oito horas da manha,de uma quintafeira de sol aki no rio de janeiro,eu entro no meu pc pra ver negocios de trabalhos e nem sei como fui parar nessa pagina...af!to chorando ate agora...vc conseguiu fazer,o que um terapeuta nao faz,que regressao e essa?eu consegui sentir o cheiro de terra molhada do meu colegio na hora do recreio,o cheiro de grapette,nossa nem sei mais o que eu to escrevendo...me deixou muito emocionada e querendo colo,continuo chorando,pois eu tive uma infancia muito bacaninha e nem tenho tempo de recorda-la,vc conseguiu reatir minha memoria la pros ano 70,nasci em 1964 me chamo valeria braga,sou do rio de janeiro,tenho de ir correndo p trabalho com os olhos inchados de chorar ,obrigado!

Anônimo disse...

Meu caro, parabéns pelo blog. Bem, muitos dos comentários acima traduzem perfeitamente a viagem que fiz no tempo...Além disso, só digo mais uma coisa: fiquei com os olhos úmidos. Um abraço.

Caieiras Midia disse...

Que demais, parabéns.

Anônimo disse...

...cara d+ essa nostálgica viagem. foi algo tremendo. Valeu obrigado por nos levar ao "Túnel

neto disse...

eu tambem passei por tudo isso,que coisa maravilhosa.o meu peito se encheu de saudades mas contente com tudo o que ví.obrigado um abraço.

Anônimo disse...

O advento da internet nos possibilita verdadeiras viagens no tempo! Parabéns pelo bom gosto e pelo tempo dispendido na criação e manutenção do blog. São nestes tipos de trabalho em que vemos o bom uso da rede!
Weslei

ivo disse...

Olá, parabéns meeeesmo por este blog maravilhoso! Chorei várias vezes...Muuuita saudade! A melhor época da minha vida...Anos 70...Grande abraço!

denise pisano disse...

Muito bom! Amei seus comentários. Quase infartei de tanto rir com a descrição da borracha! Foi prfeito. Parabéns!

Simone Blima disse...

Não sou "Catrevagem" (kkkk), mas gostei muito do seu blog!

Diana Alcantara disse...

Dhotta, li seu blog enlouquecidamente! Que delícia, que saudade, que viagem no tempo! Quase morri ao ver imagens que já estavam esquecidas, ri das suas experiências, as vezes tão iguais as minhas! Nasci em 1980, mas minha mãe e minha avó eram de 'mais idade' e nostálgicas que só!
Hoje em dia faço um blog e faço de perfumaria, inclusive peguei uma imagem sua para falar da Avon (dei os créditos)! Parabéns, parabéns, delícia de blog o seu!

Livia disse...

Amei demais seu blog...material fantástico, verdadeira viagem no tempo.
Parabéns

Anônimo disse...

Doces lembranças. Lembro de quase tudo, mas o que mais me marcou foi o Livro A mágica do saber. Eu adorava estudar nele. Eu me achava mais adulto pelo fato de um amigo de minha irmã mais velha ter usado o mesmo livro. Engraçado ver que situações da infância que lhe pareciam tão exclusivas também se passaram com outras pessoas: como aprender a encapar os livros e os cadernos com a irmã mais velha. E as minhas capas eram presas com decalques de Dom Pedro kkkk.

Anônimo disse...

Doces lembranças. Lembro de quase tudo, mas o que mais me marcou foi o Livro A mágica do saber. Eu adorava estudar nele. Eu me achava mais adulto pelo fato de um amigo de minha irmã mais velha ter usado o mesmo livro. Engraçado ver que situações da infância que lhe pareciam tão exclusivas também se passaram com outras pessoas: como aprender a encapar os livros e os cadernos com a irmã mais velha. E as minhas capas eram presas com decalques de Dom Pedro kkkk.

Anônimo disse...

Olá
muito bom seu BLOG, Parabéns!!
eu estou a procura daqueles livros de folhas finas, com ilustrações de diversas áresa como: ciências, estudos sociais, política, geografia, etc que usavamo para copiar e fazer trabalhos escolares. Procurei na internet para mostrar aos mais jovens e não encontro. Você lembra deles?
Adamastor
rfox1962@yahoo.com.br

Soraia Bego disse...

Obrigada por me emocionar, me fazer voltar ao tempo e compartilhar isso tudo com mais pessoas. Abraços! Soraia Bego

Renata disse...

Incrível! Incrível!!!!! Mais uma vez parabéns!!!!!!!

Ataliba Barbosa disse...

Muito bom este blog. Apenas não gostei dos comentários a respeito do regime militar. Éramos felizes, sentimos nostalgia, reclamar de quê? De numa época maravilhosa, lavada por mentiras deslavadas do hoje, quantas vezes sofremos? sofrer porque éramos felizes? Quantos não sentem saudades do tempo em que amávamos o País, não é lavagem, é patriotismo que não existe mais, ficar perfilado, juntos, educados...bonito é essa porcariada de hoje, crianças que dançam funk, com uma mera demagogia do "hoje"? Parabéns pelo Blog.

Leninha Silvério disse...

Parabéns pelo blog - deliciosas recordações. Queria tanto rever uma pasta (de papelão) com aba elástica. Era verde com um desenho de um ursinho, ou seria coelhinho ? com uma margarida - é possível resga-la ? Ela era o meu sonho de consumo para guardar as minhas folhas de papel. Outra recordação era a merenda - uma sopa de fubá , coco ralado ... nunca me esqueci do sabor ... Se alguém tem as referencias ... me fale , por favor. Grande abraço - Leninha
leninhasilverio@hotmail.com

Leninha Silvério disse...

Parabéns pelo blog - deliciosas recordações. Queria tanto rever uma pasta (de papelão) com aba elástica. Era verde com um desenho de um ursinho, ou seria coelhinho ? com uma margarida - é possível resga-la ? Ela era o meu sonho de consumo para guardar as minhas folhas de papel. Outra recordação era a merenda - uma sopa de fubá , coco ralado ... nunca me esqueci do sabor ... Se alguém tem as referencias ... me fale , por favor. Grande abraço - Leninha
leninhasilverio@hotmail.com

leila oliveira disse...

È uma viagem incrivel parabéns. Qunatas lembranças adorei...

Celso disse...

Lembro-me de tudo isso.
Sou dos anos 60 até meados dos anos 70. Portanto, algumas coisas que o blog mostra são mais recentes, não cheguei a usar. Lembro-me com saudade da cartilha Caminho Suave, dos anos 60.

Carmen Santana disse...

Minha nossa!!! Que saudade de tudo isso... Quantas lembranças boas, Dhotta. Coisas que eu nem me lembrava mais. Foi muito bom rever tudo isso. Me lembrei das canetinhas Silvapen, que tinha um formato que lembrava um cigarro. E a gente usava pra fazer de conta que estava fumando (que naquela época era chique)... Obrigada pela postagem. Abraços...

Luiz Ricardo disse...

O uniforme era muito bom rsrs shortinho meias 3/4 era d+

Nil disse...

Amei ter chegado aqui, neste post. Sim, praticamente todos estes materiais eu usei também. Acredita que nunca pude ter um caderno "Caderflex"??Eu achava lindo, chique, mas os meus pais não podiam comprar, morávamos 'de favor' na casa de uma tia, imagina ter dinheiro para comprar um caderflex?Mas sinto saudade daquela época, quanto sacrifício, mas tudo era 'para o bem'. Até a merenda eu levava de casa: garrafinha de vidro(nada de merendeira)cheia de café com leite+bolinho frito de fubá. Tudo isso bem 'enrolado' num papel de 'venda', não existia sacola plástica...que saudade...
Muito obrigada por compartilhar momentos tão lindos...hoje estou mais feliz!

Nil

FABIO DE OLIVEIRA RIBEIRO disse...

TENHO LIVROS E CARTILHAS ESCOLARES A VENDA PARA COLECIONADORES E SAUDOSISTAS. TRATA-SE DE EDIÇÕES ORIGINAIS.
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